GGB denúncia delegada a Corregedoria da Polícia Civil

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23 de abril de 2013
por Genilson Coutinho


Passados mais de sete dias da morte violenta de Itamar Ferreira, 27 anos, estudante de Produção Cultural na Universidade Federal da Bahia o Grupo Gay da Bahia (GGB) inicia outra cruzada pela verdade, justiça e defesa da honra do jovem que de acordo com a entidade foi difamada com declarações precipitadas proferidas pela delegada Simone Moutinho, titular da 3ª Delegacia de Homicídios (BTS), amplamente divulgadas pelos meios de comunicação no tratamento do caso, especialmente por ela ser uma fonte oficial. O caso agora se encontra na Corregedoria Geral da Secretaria da Segurança Pública e na Corregedoria da Polícia Civil para apuração da responsabilidade pelas declarações.

O GGB acredita que a delegada foi muito infeliz em suas declarações e a divulgação ampla das mesmas constitui uma nódoa a honra do estudante assassinado, sua família e a honra da vitima sobrevivente ao ataque. “antes do crime, o estudante e um amigo, o eletricista Edmilson Santos de Oliveira, 42, estavam bebendo em um bar no Beco dos Artistas”. A delegada prossegue o relato afirmando que “no local, eles encontraram três moradores de rua, entre eles Ricardo, e começaram a beber juntos. Quando o dinheiro acabou, os dois chamaram Ricardo, o menor e Scarlet para fazerem sexo grupal na praça”.

A delegada ainda descarta que o ataque tenha sido motivado por homofobia e sim por latrocínio. “ Mesmo que os criminosos tenham dito essas excrescências, uma autoridade policial deveria ter o cuidado em divulgar, sem ouvir o sobrevivente declarações estapafúrdias ” questiona Marcelo Cerqueira, presidente da entidade. De acordo com o GGB o que motivou ainda mais a entidade em buscar essa reparação foi o empenho de toda a família que esteve e continua presente em todos os momentos defendendo o jovem que era motivo de orgulho de todos eles.
Itamar foi encontrado morto na manhã do dia 13 de abril em uma fonte artificial na Praça do Campo Grande no centro de Salvador. O jovem estava em companhia do amigo Edmilson Santos de Oliveira, 42 anos circulando na Praça quando foram agredidos por Ricardo Hohlennerger dos Santos, Scarleth Lira Maia Gomes e um adolescente de 17 anos, moradores de rua.