GGB celebrou 36 anos de lutas e conquista em prol da causa LGBT no último domingo (28)

Notícias
29 de fevereiro de 2016
por Genilson Coutinho

Foto: Arquivo/GGB

No último domingo (28), o Grupo Gay da Bahia (GGB), completou 36 anos de ativismo em no combate à homofobia e  promoção da cultura LGBT na Bahia e no Brasil. Uma característica do grupo é de sempre sair na dianteira na defesa da causa, abrindo espaço social e de palavras junto aos segmentos da sociedade, ajudando a quebrar paradigmas em relação à orientação sexual homossexual.

O GGB foi fundado aos 28 de fevereiro de 1980, na sede do jornal anarquista o Inimigo do Rei, por um grupo de intelectuais e jornalistas, sendo Luiz Mott, professor, o pioneiro que deu segmento à instituição, registrando como pessoa jurídica em 1983. À época da fundação, segundo Luiz Mott, o grupo enfrentou problemas para possuir o registro de entidade do movimento social, após preparar o estatuto social da entidade quando, na hora do registro, o Cartório solicitou que fosse retirada uma autorização junto à Polícia Federal, alegando que não havia meios para realizar o registro. Desse modo, graças a uma liminar judicial, o Cartório recebeu os documentos institucionais da entidade.

O GGB é a mais antiga entidade em funcionamento na América Latina, e figura ainda na relação das mais antigas do mundo. Em três décadas, teve papel importante no inicio da epidemia do HIV na Bahia e no Brasil, sendo membro da Comissão de Aids do Ministério da Saúde, eleito melhores práticas de prevenção junto aos LGBTs, gays em especial. Heroicamente, combateu nas duas primeiras décadas sozinho o que na época chamava-se de preconceito e hoje de homofobia.

Graças à determinação de seu fundador, Luiz Mott, e às ações de impactos realizadas, a entidade ganhou fama que extrapolou as fronteiras do Brasil. Nas ações, destaca-se  por realizar o dossiê anual de crimes contra LGBTs, uma catalogação criteriosa e análise dos crimes homofóbicos no Brasil, a coleta abrange todos os Estados da Federação, antes esse material era sistematizado manualmente, hoje o nosso site, Quem a homofobia matou hoje, faz a divulgação diária dos crimes a partir das notícias publicadas por jornais regionais. Os dados servem para orientar políticas públicas em relação ao combate à homofobia.

Marcelo Cerqueira, presidente atual, considera que o trabalho realizado pela entidade em épocas onde havia tanto preconceito e que continua desenvolvendo até os dias atuais eleva a entidade como patrimônio imaterial LGBT da Bahia e do Brasil. O GGB contribui diretamente para a manutenção da cultura da homossexualidade e o respeito as suas expressões públicas e saudáveis. Na opinião do cantor Caetano Veloso, “É o Orgulho da Bahia”. O vai ser o padrinho da 15ª Parada Gay que acontece no segundo domingo de setembro próximo, caso aceite o convite.

Neste ano, o GGB ao celebrar seus 36 anos,  concede o título de “Membro honorário do Grupo Gay da Bahia” a personalidades brasileiras e estrangeiras como forma de reconhecer suas contribuições à causa da diversidade.  A honraria foi instituída pela entidade em 28 de agosto de 2005 a entrega será, a principio no dia 11 de março na sede da entidade no Centro Histórico.

 

Confira lista,

Eduardo Michels, RJ

Vilson Caetano, BA

Duzinho Nery, BA

Emilio Valu, BA

Valmick Brás, BA

Ilza Barbosa, BA

Elson Carvalho, BA

Beth Dantas, BA

Mauricio Tavares, BA

Ibrahim Sundiata, USA

Arão Capinan, BA