Gays que saem do armário são menos estressados, revelou estudo

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31 de janeiro de 2013
por Genilson Coutinho

Gays e lésbicas que assumem sua orientação sexual são menos estressados em relação aos que não saem do armário e frequentemente mais relaxados que os heterossexuais, segundo estudo divulgado nesta terça-feira (29). Pesquisadores do Hospital Louis H. Lafontaine, afiliado à Universidade de Montreal, no Canadá, testaram os níveis de cortisol – um hormônio do estresse – e outros indicadores de tensão em homossexuais, bissexuais e heterossexuais. “Contrariando nossas expectativas, homens gays e bissexuais têm menos sintomas depressivos e níveis menores de carga alostática [medida do estresse do corpo] do que homens heterossexuais”, afirmou Robert-Paul Juster, autor principal do estudo. “Lésbicas, gays e bissexuais que se assumiram para suas famílias e seus amigos tinham níveis menores de sintomas psiquiátricos e menores níveis de cortisol pela manhã em relação aos que ainda estavam no armário”, acrescentou. Os pesquisadores testaram 87 homens e mulheres, todos por volta de 25 anos, administrando questionários psicológicos e realizando exames de sangue, saliva e urina para medir o estresse. A descoberta, publicada na Psychosomatic Medicine, pode dar apoio aos defensores dos direitos dos homossexuais. A província de Quebec tem sido um refúgio para homossexuais franceses que afirmam sofrer intolerância em seu país natal, que está agora envolvido em um intenso debate sobre a legalização do casamento gay e a adoção por homossexuais. “À medida que os participantes do estudo desfrutam de direitos progressistas no Canadá, eles podem se tornar inerentemente mais saudáveis e resistentes”, disse Juster. “Sair do armário não é mais um assunto de debate popular, mas uma questão de saúde pública. Internacionalmente, as sociedades devem se esforçar para facilitar essa autoaceitação, promovendo a tolerância, o avanço da política e a dissipação do estigma de todas as minorias.” Quando perguntado sobre o pequeno número de pessoas analisadas, Juster disse que, devido ao custo do estudo – com cada participante recebendo US$ 500 -, o número de pessoas pesquisadas foi “respeitável”. Ele acrescentou que estudos neurológicos frequentemente buscam mais informações detalhadas de um pequeno conjunto de temas em comparação com a pesquisa epidemiológica.Com informações do Bol.