Festival Polo Teatral acontece entre 16 e 25 de janeiro

Teatro
5 de janeiro de 2015
por Genilson Coutinho
Espetáculo Exu, A Boca do Universo - Divulgação

Espetáculo Exu, A Boca do Universo – Divulgação

Com o objetivo de incentivar, promover e difundir o teatro do interior da Bahia, a primeira edição do Polo Teatral – Festival de Teatro do Interior da Bahia acontece entre os dias 16 e 25 de janeiro, nas cidades de Camaçari e Dias D’Ávila.

As peças participantes passaram por um processo seletivo, que resultou em 12 espetáculos escolhidos por uma Comissão de Seleção para integrar a grade do Festival, e dois convidados de Camaçari. São nove espetáculos adultos e três para o público infanto-juvenil que, juntos, representam os seis macroterritórios culturais do Estado da Bahia, sendo duas peças de cada um deles.

Cada atração se apresentará duas vezes, e as cinco melhores, escolhidas por uma comissão de jurados, saem indicadas para concorrer ao Prêmio Braskem de Teatro na nova categoria “Espetáculo do Interior”. A programação completa do festival será divulgada até o dia 7 de janeiro no site www.poloteatral.com.br.

Polo Teatral tem curadoria do ator e diretor teatral Fernando Marinho e patrocínio da Braskem, Prefeitura de Camaçari e Governo da Bahia, através do programa FazCultura. A realização é da Alltera Comunicação e Promoções, sob a coordenação da Caderno 2 Produções Artísticas.  O evento terá ingressos vendidos a preços populares (R$ 4,00 e R$ 2,00) e promoverá também mesas redondas, palestras, oficinas e máster classe (aula magma ministrada por especialista da área).

SINOPSE DOS ESPETÁCULOS

ADULTOS

A Cartomante

Do grupo Conto em Cena (Feira de Santana). Baseado no conto homônimo de Machado de Assis, a adaptação instala um triângulo amoroso entre Rita, Camilo e Vilela. Rita procura uma cartomante a fim de saber como terminaria sua história. Certa de que a cartomante lhe ajudará a acreditar nesse amor extraconjugal, tenta convencer o incrédulo Camilo (amante) de que o futuro do seu relacionamento não seria descoberto. Até que Camilo começa a receber cartas anônimas, que o faz desconfiar de que Vilela (marido) já saberia do seu caso.

A Família Real – Uma Fuga Desordenada

Da Cia. de Teatro Espalhafatos (Porto Seguro). Direção e texto: Gal Sarmento. O texto é fundamentado em várias fontes de pesquisa sobre os fatos que trouxeram Família Real Portuguesa ao Brasil, dando enfoque a sua visita à Bahia.

 Algaravias – O Marujeiro da Lua

Do grupo Olaria (Jequié). Direção e texto de Roberto de Abreu Scheettinio. Trata-se de uma cena que articula diferentes linguagens (música, poesia, dança, teatro, etc.) para, de modo performativo, plasmar a poesia, poética e vida de Waly Salomão.

 Exu, A Boca do Universo 

Do grupo Nata – Núcleo Afrobrasileiro de Teatro (Alagoinhas). Direção: Fernanda Julia. Texto de Daniel Arcades e Fernanda Julia. O espetáculo narra sem compromisso cronológico momentos em que Exu se mostra diferente daquilo que tanto se pregou na cultura ocidental sobre o orixá que rege a comunicação e a liberdade no candomblé.

Gonzaga – Da nascente à foz

Da Jarô Produções e Entretenimento (Paulo Afonso). O espetáculo tem histórias de força e persistência como fio condutor, com lirismo e simplicidade, fazendo um diálogo entre Luiz Gonzaga e o Rio São Francisco, dois ícones presentes na formação sociocultural dos ribeirinhos. Trata-se de uma sensível homenagem a esta população, com cenas de um Nordeste único, místico, alegre, religioso e abrasador.

 O Circo de Soleinildo

Da Cia Operakata (Vitória da Conquista). Direção e texto deGilsergio Botelho. Em algum lugar no interior do sertão brasileiro, Soleinildo e seus três companheiros de lona viajam à procura de público, cada vez mais escasso, para o seu circo de ilusões. Filmes de Frederico Fellini e Charlie Chaplin, além do resgate de memória sobre as antigas trupes de circo de beira de estrada serviram de inspiração para montagem.

 Os 3 Ladrões

Da Trupe Gambiarra Dellate (Morro de Chapéu). Direção: Daniel Silva. Texto de Jackson Ferreira. A peça narra a história de três ladrões, Zé caolho, Mané Manco e Bastião que, disfarçados de palhaços, assaltam o banco da cidade e depois se escondem ao entardecer no meio de uma caatinga para divisão do dinheiro. Uma fantasia baseada no duelo entre amizade e ambição, que traçam a radiografia do comportamento humano movido pela ambição exagerada e seus encontros e desencontros à procura do amor e lealdade.

 Prevenir é Melhor que Remediar

Da Cia Teatrando (Barreiras). Com texto e direção coletiva da Cia, a montagem é um espetáculo de rua inspirado na obra cordelista de José Mapurunga, “O Rapaz da Rabeca e a Moça”.

Rosiha e Sebastião

Da Cia Frutos da Utopia (Governador Mangabeira). Baseada em versos de cordel e estruturada a partir de atividades de improvisação, o espetáculos narra a história do casal Rosinha e Sebastião, que se separa quando Rosinha troca o pobre Sebastião pelo rico fazendeiro Heleno de Azevedo. Ao descobrir que Heleno é casado, Rosinha o deixa. Sebastião, que tinha ido embora, volta rico da cidade grande, despertando em Rosinha o desejo de reconquistá-lo.

 INFANTO-JUVENIS

 Baú de Causos

Da Cia Iluminata de Teatro (Vitória da Conquista). Direção e texto:Patrícia Moreira Santos. O espetáculo se passa em um programa de auditório no além, apresentado por três almas penadas caipiras e bonachões. Uma mistura cômica, interpretadas pelas atores e músicos Elka Melo, Patrícia Moreira e Heryck Almeida.

 Era Uma Vez o menino, o velho e o burro

Do grupo Ereotá (Lauro de Freitas). Direção: Rubenval Meneses. O espetáculo é inspirado na fábula “O menino, o velho e o burro”. Na trama, de forma divertida, bonecos marionetes interagem com atores para contar a história de um velho que, certo dia, resolve vender seu animal na feira e tem que voltar andando com seu filho, enquanto vai ouvindo vários personagens no caminho que criticam os dois de todas as maneiras.

 Maria Minhoca

Da Cia Cuca de Teatro (Feira de Santana). Direção: João Lima e Geovane Mascarenhas. Texto de Maria Clara Machado. O clássico infantil da literatura teatral brasileira lembra a história shakespeariana Romeu e Julieta adaptada dentro da ótica dos palhaços. O apaixonado Chiquinho Colibri não consegue chegar nem perto da sua

amada Maria Minhoca, pois o seu pai, o lorde inglês Mister João Buldog da Silva, pretende casá-la com o vaidoso e ambicioso Capitão Quartel. Com a ajuda de Pedro Fon  Fon, seu melhor amigo, Colibri vai viver uma aventura para conquistar pai e filha ao mesmo tempo.