Festival Maré de Março apresenta produção local nas ruas e espaços alternativos de Salvador

No Circuito, Teatro
22 de março de 2017
por Genilson Coutinho

O FESTIVAL MARÉ DE MARÇO chega a sua IV edição, mantendo o propósito de comemorar o Mês do Teatro e do Circo, na semana de 25 de março a 02 de abril. Desta vez, a relação entre teatro e a cidade deu o foco de escolha da mostra, que reunirá 29 espetáculos, maior parte deles voltados para a rua, espraiando-se em diferentes bairros de Salvador ou realizados em espaços alternativos, com maior concentração no Centro Antigo. Além das apresentações, o evento promoverá trocas com curadores de importantes festivais, bem como debates e também oficina voltada para a circulação nacional e internacional de espetáculos.

Uma das novidades desta edição é o lançamento da PLATEIA – Plataforma de Teatro Para a Infância e Adolescência, que irá garantir atividades específicas para crianças.  Nos finais de semana, antes dos espetáculos, um grupo de recreadores se encarrega de divertir a criançada com muita brincadeira.

A programação inclui shows musicais que flertam com a linguagem teatral e circense, a exemplo de A Sanfonástica Mulher Lona, da cantora e instrumentista Lívia Mattos, Toda Crianceira: Cancioneiro Brincante da Infância, do Grupo Canastra Real e Imaginante, do Canela Fina. Dos 29 trabalhos que comporão a grade do festival, 11 espetáculos foram convidados previamente pelos grupos realizadores do festival. As outras 18 produções selecionadas por meio de curadoria e serão apresentadas em 14 espaços diferentes, localizados em vários bairros da cidade, como Rio Vermelho, Pituba, Amaralina, Barbalho, Dois de Julho, Pelourinho, Candeal, Ribeira, Mata Escura e Centro.

Diversidade – A grade de programação não podia ser mais diversa: vai do “Bolero de 4”, performance do dançarino e esportista João Rafael – que ao longo do Bolero de Ravel “dança” com sua bicicleta BMX – ao “Segredo da Arca de Trancoso”, espetáculo de rua do grupo Vilavox com suas carroças, pernas de pau e instrumentos inspirados na coleção da etnomusicóloga e pesquisadora da música popular tradicional brasileira Emília Biancardi.  Ou ainda o espetáculo Mágico Mar, com seu lirismo clownesco, na praça da Madragoa (Ribeira) ao espetáculo Kaiala, apresentado no terreiro Bate Folha (Mata Escura), passando pela apresentação intimista da NAVE – Plataforma de Lançamento, num pequeno apartamento para falar de amor e relações afetivas.

 

CURADORIA

 

Toda a programação do Maré será acompanhada por uma equipe de curadores de festivais nacionais e internacionais, estimulando que conheçam a diversidade da cena teatral soteropolitana e possam circular as obras em outras mostras. Com este propósito, será realizada a “Oficina de Circulação Nacional e Internacional” com Marcelo Bones, consultor e assessor de importantes festivais teatrais brasileiros e idealizador e coordenador do Observatório dos Festivais (festivais.org.br). Incentivar e mostrar possíveis caminhos de circulação da nossa produção é o nosso objetivo com esta ação combinada.

Além de Marcelo Bones, comporão a equipe de curadores Bernhard Bub, do Sommerwerft Theather Festival de Frankfurt;  Paulo Feitosa, curador de vários festivais de artes cênicas nacionais e internacionais, Cynthia Margareth, Diretora de Produção do Lume e do Feverfestival Internacional de Campinas e Francis Wilker,  Mestre em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

Serviço

Festival Maré de Março

De 25 de março a 02 de abril

29 produções teatrais baianas

Ruas e Espaços Alternativos