Estilo e muito luxo na Casa Cor

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29 de setembro de 2011
por Genilson Coutinho

Sempre disposto a encarar desafios e decidido a apresentar as diversas facetas do seu trabalho, Rogério Menezes apresenta na Casa Cor 2011 um ambiente diferente dos seus mais tradicionais projetos. O espaço “Living na Casa” é o resultado de um trabalho que vem sendo amadurecido há anos. “Esse ano eu quis mudar um pouco meu perfil high tech, pois acabei ficando habituado a desenvolver apartamentos para jovens. Dessa vez, a minha inspiração veio do requinte. Pensei em uma pessoa mais sofisticada, mais clássica e um pouco mais velha”, conta Rogério.

O luxo e a história, o clássico e o contemporâneo coexistem dentro do espaço. “Fui para o antiquário buscar alguns elementos para demonstrar que quem vive ali tem bom gosto e viaja muito”, diz. Dois exemplos disso são um lustre e um espelho que saíram direto do século XVIII para compor a grandeza do living de Menezes. Para dar um toque moderno, e continuar brincando com a mescla de conceitos, ele acrescentou a escultura “A Maça”, de Romero Brito de 75 cm de altura por 50 cm de largura. “Todas as peças que estão dispostas dão a sensação de que ali tem alguém vivendo. Não são aquelas coisinhas com cara de que acabaram de sair da loja. A impressão transmitida é a de que os objetos foram adquiridos ao longo do tempo por alguém cheio de referências”, explica. Além disso, há uma variedade muito grande de tecidos, 16 poltronas muito bem dispostas no ambiente.

Um dos pontos que chama mais atenção no espaço é a sua grandiosidade. Trata-se de um living com 150 m²: o tamanho de um apartamento de quatro quartos. No entanto, mesmo com toda essa área, o arquiteto conseguiu imprimir particularidade a cada pequeno espaço desse Living e dar uma feição de lar. “Em todo canto você encontra algo diferente. Quem chegar lá pode se apropriar da forma que quiser dos elementos e peças, estabelecendo uma identificação única. Não um padrão no gosto”, finaliza.

“Living na Casa" por Rogério Menezes – Master Plan da Casa Cor Bahia 2011

A Home Design não poderia estar de fora na concepção de um projeto moderno e cheio de bom gosto, por isso, Rogério Menezes optou por diversas peças da loja. OSofá Chesterfield, por exemplo, foi indispensável para a composição. O nome Chesterfield advém de um modelo de sofá criado na Inglaterra onde as principais características são: encosto captonado, almofadas soltas no assento e braços na mesma altura do encosto. Suas linhas clássicas e a sua característica principal de atemporalidade lhe garantem uma demanda contínua por parte dos profissionais de arquitetura e decoração. A Poltrona Tricot, assinada pela designer Rejane Carvalho, traz alguns novelos de lã ou linha, algumas agulhas para diferenciar os detalhes, tesoura e muito carinho. As premissas básicas dessa bela peça de Tricot são  conforto e informalidade.

Para fornecer mais comodidade, Menezes escolheu a Poltrona Serenitê: uma poltrona de leitura, confortável e moderna. Já as Cadeiras Baroque, com design de Jean Christophe Bernard, têm como ponto forte a percepção da textura em um material uniforme. A francesa Acrila é pioneira em criar pecas lúdicas em acrílicos, transitando entre o clássico e o moderno de maneira bastante singular.

 Sobre o Master Plan

Mesmo criando um ambiente desafiador para o seu trabalho, cheio de referências e novos conceitos, Rogério Menezes foi o Master Plan da Casa Cor 2011. A ideia principal foi confrontar estilos de vida e as diversas formas do morar. Foram, então, recriados os lofts, de planta livre e vista para o mar de Ondina, o apartamento prático e atual e a casa dos sonhos de proporções bem generosas.  Fazendo referência aos tempos áureos do Salvador Praia Hotel, tempos onde o hotel abrigava as festas e eventos mais importantes da cidade, a boate foi reativada e uma atmosfera de convívio e gastronomia foi recriada, ocupada com pizzaria, restaurante e café voltados para o mar ao redor de uma ampla praça chamada de Praça Casa Cor.

Foto: Genilson Coutinho