Espetáculo de dança Paradox faz ocupação do Palácio Rio Branco

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29 de julho de 2011
por Genilson Coutinho

Dançarinos se espalham pelos salões, pátio e varanda do prédio histórico e convidam o púbico a interagir durante as apresentações

Teve inicio na última  quarta-feira, 27 de julho e prossegue até  sábado 30 de julho, no Palácio Rio Branco, sempre às 17 horas, o público pode conferir, com entrada gratuita, a segunda e última semana da temporada do espetáculo de dança Paradox, com direção coreográfica de Leda Muhana. Trinta dançarinos dão vida à montagem, definida como “baile contemporâneo”, que conta com apoio conquistado através de seleção na edição 2009 do edital Yanka Rudzka – Apoio à Montagem de Espetáculos de Dança, lançado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), com recursos do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA).

Ao todo, oito espaços do Palácio, além do largo da Praça Municipal, se transformam em palco para abrigar as 13 cenas que compõem Paradox: um diálogo entre a dança contemporânea e outras linguagens artísticas que explora as possibilidades cênicas e performáticas oferecidas pelo casarão, desde seus salões, fachada, escadarias, pátio, varanda e, ainda, a bela vista da Baía de Todos os Santos. Com esta proposta de integrar a dança aos espaços do Palácio Rio Branco, Paradox utiliza cenas com suspensão de corpos, instalações coreográficas e projeções de imagens que reconstituem os detalhes do prédio histórico. Numa das cenas, por exemplo, uma bailarina fica suspensa entre as duas escadarias que dão acesso ao primeiro andar e, sobre sua longa saia, são projetadas imagens de detalhes da arquitetura interna do local.

O Palácio Rio Branco é um dos prédios mais antigos do país. Começou a ser construído no século XVI e já funcionou como quartel, prisão, morada de reis e governadores. Atualmente, abriga um museu e também é sede da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. “A historiografia foi um dos eixos deste trabalho. As pinturas, lustres, bustos e personagens que habitam e habitaram o Palácio estarão presentes em Paradox, através de slide, de sons ou representados pela dança”, explica Leda Muhana, diretora da Escola de Dança da UFBA e uma das criadoras do grupo de dança Tran Chan.

As coreografias e instalações acontecem simultaneamente, possibilitando que o público opte a qual cena assistir e em que momento. A interatividade do espetáculo permite ainda que a plateia manipule a manivela de uma caixa de música que tem uma bailarina viva, ou até mesmo acompanhe os intérpretes numa romântica dança de salão.

“Quero oferecer novas perspectivas para o público que não tem acesso aos espetáculos e mostrar as potencialidades da dança contemporânea. Mas não quero afastá-lo e nem subestimá-lo. Por isso, criei vários atrativos, referenciais e pontos de familiaridade, sejam históricos ou culturais, como o hip hop e a valsa”, completa Leda.

Serviço

O quê: Espetáculo de dança Paradox

Quando: Até 30/7, quarta a sábado, às 17 horas

Onde: Palácio Rio Branco (Praça Tomé de Souza, Praça Municipal, Salvador/BA)

Quanto: Grátis

Tel.: 71 3103-3400

Realização: Mazurca Produções/ FUNCEB/ SecultBA