Elza Soares e Chico Rei lançam camiseta “Deus é Mulher”

In Moda
21 de outubro de 2020
por Genilson Coutinho
Foto: divulgação

A Chico Rei, e-commerce nacional líder no segmento de camisetas criativas e personalizadas, mostrou em 2020, mais do que nunca, que é incansável. São cerca de três parcerias anunciadas por mês. Desta vez com a compositora e cantora brasileira do milênio, Elza Soares, que em julho deste ano comemorou 90 anos. Ela e a Chico Rei lançam a camiseta “Deus é Mulher.”

A parceria celebra a carreira da artista em uma camiseta inspirada em toda a sua obra, o desenho do conceito criativo é de Pedro Loureiro, com curadoria da própria Elza e de sua equipe. Novas estampas serão lançadas ainda neste ano, contemplando a temática “samba, amor e revolução”, que permeia o universo de Elza.

“Para nós da Chico Rei é motivo de muito orgulho poder prestar essa homenagem aos 90 anos de Elza Soares, uma artista gigante, símbolo de brasilidade, mulher forte. Desenvolver esse trabalho de forma colaborativa, então, com certeza foi mais um marco na história da Chico, inesquecível”, conta Bruno Imbrizi, fundador e CEO da marca.

Com o valor de R$ 69,90, a camiseta está disponível para compra a partir do dia 28 de setembro nas versões masculina e feminina (em gola olímpica e gola U), contemplando tamanhos do P ao 3GG. Toda a coleção da Chico Rei é feita artesanalmente com fibra 100% natural de algodão sustentável, refinada e penteada, além de ser vegana atestada pelo selo PETA, que garante que os produtos da linha de vestuário da Chico Rei (camisetas e moletons) não empregam qualquer tipo de exploração animal em seus processos de produção, seja nos componentes ou nas práticas.

Sobre a Chico Rei

A Chico Rei é a maior plataforma online no segmento de camisetas criativas e personalizadas do Brasil. São mais de três mil ilustrações aplicadas em produtos criativos. Desde 2019, todos os seus produtos têm parte da renda revertida em impacto social através do selo Camisetas Mudam o Mundo. No primeiro ano do projeto, o foco foi melhorar as condições da Escola Municipal Santos Dumont, com 800 alunos, vizinha de bairro da empresa, em Juiz de Fora. A grande novidade de 2020 é a célula de produção, já em funcionamento, na Penitenciária masculina Professor Ariosvaldo Campos Pires em uma aposta de ressocialização pelo trabalho.

Histórico de Elza Soares

Elza da Conceição Soares, nascida no ano de 1930 em Vila Vintem, no Rio de Janeiro. Cantora e Compositora. Filha de uma lavadeira e de um operário, criada na favela de Água Santa, no Rio de Janeiro. Enfrentou a resistência do marido e do pai para cantar no rádio. Em 1953, participou do programa Calouros em Desfile, na Rádio Tupi, apresentado por Ary Barroso (1903-1964), e levou o prêmio interpretando o samba “Lama” [Paulo Marques (1925) e Aylce Chaves].

Elza Soares destaca-se pelas várias interpretações que atravessa diversas épocas. Os sambas predominam no início de sua carreira, dos anos 1960 a 1970. Além do samba, no seu repertório contém outros gêneros, como samba-rock, tango e funk. A cantora mostra-se aberta para novos gêneros musicais, transitando entre rap e experimentações com a música eletrônica, nos discos Do Cóccix Até o Pescoço e Vivo Feliz.

Mudou-se para Itália com o companheiro, Mané Garrincha (1933-1983), voltando ao Brasil em 1972. Faz carreira na Europa e nos Estados Unidos, de 1986 a 1994.

Em 199 foi eleita a “melhor cantora do milênio” pela BBC Londres. Em 2014, a cineasta Elizabete Martins Campos dirige o documentário sobre a cantora My Name is Now, Elza Soares. No ano de 2015 com o álbum A Mulher do Fim do Mundo, projeto que abarca gêneros como samba, rock, rap e eletrônico e traz questões como violência doméstica, transsexualidade, narcodependência, crise da água e morte, venceu o Grammy Latino 2016 na categoria de melhor álbum de música popular brasileira. Este projeto, coordenado pelo produtor e baterista Guilherme Kastrup (1969), apresenta composições inéditas de músicos ligados a cena paulistana como Romulo Froés (1971), Alice Coutinho, Cacá Machado (1972), Rodrigo Campos (1977), Kiko Dinucci (1977), Celso Sim (1969), Pepê da Mata Machado (1971), Marcel Cabral, Clima (1958), Alberto Tassinari e Douglas Germano (1968), As canções deste álbum. As sonoridades do disco. 2019 foi marcado com a merecida homenagem realizada Escola de Samba Mocidade Independente Padre Miguel, que cruzou a avenida em festa com o enredo “Elza Deusa Soares”, ficando entre as três escolas campeãs. Ainda em 2019, a sobrevivente da pobreza, da fome e do racismo, uma das rainhas do samba brasileiro, marcou presença e brilhou no palco Sunset no Rock in Rio.

Algumas de suas obras:

1959 – Lançou seu Primeiro disco 78 rpm, pela Odeon, com o samba “Se Acaso Você Chegasse”;

1960 – A Bossa Negra

1963 – Sambossa

1964 – Na roda do samba

1967 – Elza, Miltinho e Samba

1997 – Trajetória, com participação de várias figuras renomadas na música, como Zeca Pagodinho, Chico Buarque, Aldir Blanc e Nei Lopes. O disco ganha o Prêmio Sharp de Melhor Cantora de Samba.

1999 – Carioca da Gema e a coletânea Raízes do Samba.

2002 – Do Cóccix até o Pescoço, com canções inéditas de Caetano Veloso e Jorge Ben. No mesmo ano, a gravadora EMI lança a caixa Negra, com 12 CDs, reunindo 27 títulos de sua carreira entre os anos de 1960 e 1988, além de faixas-bônus e compilação de compactos.

2003 – Vivo Feliz.

2014 – Elza canta e chora Lupi

2015 – A Mulher do Fim do Mundo,

2018 – Deus é mulher (indicado ao Grammy Latino)

2019 – Planeta Fome

Elza, usa sua arte como denúncia social, cantando o cotidiano das mulheres escancara marcas, presenças e resistências. Abre o álbum Deus é Mulher, com a canção “O que se cala”, onde diz; “minha voz uso pra dizer o que se cala, ser feliz no vão, no triz é força que me embala”. E, é com essa força que Elza partilha conosco sua palavra e presença tão importantes para o mundo.

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