Distribuição de camisinha feminina não chega a 2% da masculina no SUS

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2 de março de 2019
por Genilson Coutinho

Camisinha feminina é feita de um plástico macio, o poliuretano, material mais fino que o látex do preservativo masculino Foto: FERNANDO LEMOS / Agência O Globo

O Globo

A camisinha feminina é o método contraceptivo mais completo para as mulheres:impede uma gravidez indesejada e também infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). No entanto, nos últimos seis anos, o número de preservativos femininos distribuídos pelo Ministério da Saúde não chegou a 2% do de masculinos.

Especialistas ouvidos por O GLOBO apontam o acesso ao produto como o principal problema para a popularização de seu uso. Após dois anos sem adquirir novos preservativos femininos, o Ministério da Saúde informou que foram comprados, em dezembro, 35 milhões de camisinhas femininas, das quais 3 milhões começarão a ser distribuídas este mês.

Camisinha feminina fora da folia

Para a antropóloga Sonia Corrêa, uma das autoras do livro “Preservativo feminino: das políticas globais à realidade brasileira”, a medida não é suficiente.

— Compras gigantescas só beneficiam os fabricantes. Se as mulheres não forem motivadas a conhecer e a usar o produto, não adianta.