Danilo Medauar apresenta show em tributo a Cazuza no Teatro Sesi

Música, No Circuito
1 de abril de 2018
por Genilson Coutinho

Foto: Dedeco Macedo

“Parafraseando esse que é um dos maiores ídolos do pop musical brasileiro, quero convidar a todos a viverem comigo esta noite, a me experimentarem, a ouvirem as coisas lindas que me ardem. Tudo que eu quero é uma noite de luar. Ser o pão, a comida e Todo o amor que houver nessa vida“, este é o convite de Danilo Medauar para o show Todo Músculo que Sente – uma homenagem a Cazuza, sob a direção de Lelo Filho, com apresentações nos dias 05 e 06 de abril, às 20h, no Teatro Sesi – Rio Vermelho.

No repertório, clássicos do cantor e compositor Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como CAZUZA, ganham novos arranjos que revigoram a genialidade e atemporalidade musical daquele que foi um ícone da juventude dos anos 80 e que ainda reverbera nas mentes dos jovens da contemporaneidade. Acompanham Danilo Medauar, os músicos Robinson Cunha (baterista e percussão) e Gabriel Xocó (baixista).

Todo músculo que sente é a frase que representa uma das características mais forte dele, que é a visceralidade”, realça Medauar, ao acrescentar que os primeiros contatos com o trabalho do Cazuza ocorreram ainda na infância “quando nos fins de semana minha mãe pegava os discos do Barão Vermelho e os ouvia, só mais tarde fui ter consciência que as composições eram desse furacão chamado Cazuza”.

Com apenas 25 anos e nascido dois anos após a morte do Cazuza, Medauar descreve que a atualidade e sensibilidade das composições o estimularam a pesquisar e a reverenciar a sua arte. “Antes de sonhar em fazer essa homenagem, músicas como ‘Blues da Piedade’, ‘Ideologia’, ‘Codinome Beija-Flor‘, ‘Mal Nenhum’, ‘O Nosso Amor a Gente Inventa‘ já estavam em meu repertório com outra forma de tocar”, reforça o intérprete.

Escritas há mais de 30 anos, Danilo Medauar escolheu para Todo Músculo que Sente composições que falam de amor ou descrevem o caos político do país. “Dentre as músicas do repertório, ‘Ideologia’ se encaixa perfeitamente no momento em que vivemos e ilustra uma sociedade apática em meio ao caos político, social, educacional e cultural do país”.

Medauar ressalva que algumas músicas da obra de Cazuza sinalizam alguma esperança, como em o ‘Blues da Piedade’. “Escrita em parceria com Frejat é, sem dúvida, a canção que mais me emociona. Essa foi uma letra que me alertou em um momento difícil da minha vida, em que a gente só se queixa e esquece da esperança, que é semente para se restabelecer”.

Admirador da obra de Cazuza, Danilo Medauar fala ainda da fase Cazuza pós-Barão. “Quando começou a lidar com a doença, traz uma maturidade e mostra sua visão sobre o mundo e sobre o outro e é, com certeza, o que mais me toca, pois acaba falando sobre nós ainda hoje!”, reforça.

Para dar vida a toda a essa musicalidade, Danilo Medauar convidou Lelo Filho, ator e diretor da Cia Baiana de Patifaria, como homem de artes cênicas capaz de apreender toda a carga emocional que o trabalho de Cazuza desperta, para levar toda esta força para o palco e para a plateia. Com um público fiel conquistado em apresentações pelos bares de Salvador, Danilo Medauar promete uma noite de saudade sem melancolia, um verdadeiro tributo a um dos maiores poetas contemporâneos brasileiros.

Para Todo Músculo que Sente – Um tributo a Cazuza, Lelo Filho utilizará uma cenografia ambientada em projeções que estão sendo criadas especialmente para o show pelo cineasta Dedeco Macedo e uma iluminação cênica cheia de texturas desenhada por Odilon Henriques e Marcos Motta. “Convidei uma equipe que tenho bastante afinidade e são parceiros da Cia Baiana de Patifaria”, pontua Lelo Filho, que já tem 35 anos trabalhando nos palcos teatrais e agora se aventura a dirigir seu segundo show.

A respeito de Danilo Medauar, o diretor artístico comenta que, “aos 25 anos, é também um jovem músico que quer ir além, pesquisando canções, compositores, ritmos, instrumentos e desejando expandir seu canto com a intensidade de quem ouve a obra de Cazuza como se fossem canções escritas ontem, durante uma noitada que acabou de amanhecer”.

 Repertório

 Posando de Star

  Nosso amor a gente inventa

  Todo amor que houver nessa vida

  Brasil

  Porque a gente é assim

  Preciso dizer que te amo

  Codinome beija flor

  Ideologia

  Mal nenhum

  Blues da piedade

  Bete balanço

  Pro dia nascer feliz/ Exagerado/ Maior abandonado

Serviço

O quê: Danilo Medauar – em Todo Músculo que Sente

Quando: 05 e 06 de abril, às 20h

Onde: Teatro Sesi – Rio Vermelho

Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) – bilheteria do Teatro Sesi, de segunda a domingo, das 14h às 20h; e Sympla (https://www.sympla.com.br/todo-musculo-que-sente—danilo-medauar__261697)