Notícias

CUS realiza série sobre histórias de transformistas

Genilson Coutinho,
06/07/2020 | 17h07


O Grupo grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS), da UFBA está promovendo uma série especial sobre as estrelas da arte transformista de Salvador.
A primeira Nágila Goldstar, foi a primeira Drag Queen a performada por uma mulher cisgênera na cena transformista de Salvador . Nos textos postados em nossas redes, já publicamos as histórias e curiosidade dos artistas.

A revolução Sfat Auermann. Tudo começou no final da década de 80. Dino participava do grupo performer Os Monges. Depois de morar 8 anos em São Paulo, e retornar a Salvador, Dino Neto criou a Drag Queen Sfat Auermann. Sfat, do sobrenome da saudosa atriz Dina Sfat, e Auermann da modelo alemã que está no Guinness Book pelo tamanho das pernas, Nadja Auermann. Sfat no salto fica com 1,90 cm. Sfat sempre preza pela originalidade em suas performances. Jamais quer fazer a “bunita” , nem a feminina, nem a lânguida. Tem que ser hard no volume 1000. Cuspir fogo, usar pedaços de ferro presos ao figurino usando uma esmerilhadeira para gerar faíscas, escalar paredes e a estrutura da iluminação dos locais em que faz performances, fazer a plateia interagir oferecendo o chicote de borracha para levar umas lapiadas, com músicas em tons sadomasoquistas, apagar vela e cigarro na língua, tomar banho no meio do público com extintor de incêndio. Para Sfat isso ainda é o ensaio. Ela tem a necessidade de fazer um diferencial nos palcos. As performances são inspiradas nos estilos de Nina Hagen, Grace Jones, Marily Mason, Dead Or Live, artistas que Sfat sempre achou que também deveriam estar nos palcos. Figurinos sempre com muito preto, confeccionados em lycra cirrè, látex, couro e muitas fivelas também marcam a originalidade de Sfat. Glamour? Não quer que tenha. A marca registrada é que público volte pra casa com a cabeça sentindo um mix de pasmo+sem acreditar no que viu. E se perguntando: Sfat fez aquilo mesmo? Fez!!