Confirmado show de Milton Nascimento em Salvador

Música, No Circuito
14 de junho de 2017
por Genilson Coutinho

De volta aos palcos com o show “Semente da Terra”, o cantor Milton Nascimento se apresenta em Salvador no dia 6 de agosto (domingo), na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, às 19h. Os ingressos já estão sendo vendidos e podem ser encontrados na bilheteria do TCA, nos SAC’s dos Shoppings Barra e Bela Vista e através do site www.ingressorapido.com.br. Completando em 2017, 50 anos do seu primeiro disco, o artista de premiada carreira internacional vai mostrar ao público baiano um repertório escolhido através de uma seleção com forte conotação política e social que foi sendo afiada em suas três últimas turnês: “Uma Travessia – 2012”, “Linha de Frente” – em parceria com Criolo em 2014, e a Tour “Tarde”, realizada em 2015.

Ter colocado o nome “Semente da Terra” neste novo show, também tem relação direta com a campanha de Milton – iniciada ainda em 2016 – que pretende repassar parte do lucro obtido com a venda de camisetas de sua marca (Nascimento) diretamente para tribos Guaranis de Mato Grosso do Sul. Com direção musical de Wilson Lopes (que também toca violão) o show conta ainda com a presença de seu irmão, Beto Lopes (sete cordas), do baterista Lincoln Cheib, além do contrabaixo de Alexandre Ito, dos vocais de Barbara Barcellos, do piano de Kiko Continentino e dos metais de Widor Santiago.

Além de ter músicas importantes das principais lutas de Milton, como “Milagres dos Peixes”, “Terceira Margem do Rio” e “Lá- grimas do Sul”, o set list agrupa também seus principais parceiros: Fernando Brant, Ronaldo Bastos e Márcio Borges. Chico Buarque e Caetano Veloso ambos profundamente ligados à Milton (e a assuntos ecológicos e políticos) estão presentes. O canto latino e a Voz da América (Mercedes Sosa) marcam presença em “Sueño con Serpientes”. Uma sessão dedicada somente a canções de trabalho: “Canção do Sal” e “Caxangá”. O samba “Me Deixa em Paz”, de Monsueto e Aírton Amorim, apresenta uma dualidade dos tempos atuais, pois representa tanto desamores como desgovernos.