Notícias

Comissão de ética do Sport sugere advertência a conselheiro em caso de homofobia contra Gil do Vigor

Genilson Coutinho,
21/10/2021 | 13h10
 Foto: Anderson Stevens / Sport Club do Recife

A comissão de ética do Conselho Deliberativo do Sport apresentou, na última terça-feira, o relatório final do caso do conselheiro Flávio Khoury, que fez em maio comentários homofóbicos sobre Gilberto Nogueira, o Gil do Vigor, torcedor do Leão e ex-participante do BBB. O parecer sugere uma advertência por escrito como punição a Khoury.

Isso não significa que a punição está completamente definida. De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo do Leão, Pedro Lacerda, o assunto ainda será debatido no Conselho.

– A comissão de ética apresentou o relatório ao Conselho. Eu, como presidente, vou avisar aos conselheiros que a próxima reunião do órgão será para votação da apreciação do parecer feito pela comissão – explicou.

A próxima reunião é em novembro, já que os encontros do órgão acontecem uma vez por mês.

O conselheiro que propôs a exclusão de Khoury, Romero Albuquerque, confirmou o teor do relatório, mas se absteve de fazer mais comentários no momento.

Já Flávio Khoury, o conselheiro acusado, disse não concordar com a punição.

– Eu pessoalmente não concordo. Não vi naquele episódio do áudio que foi vazado indevidamente um ato ilícito.

A reportagem tentou entrar em contato com Gil do Vigor, mas, até agora, não conseguiu resposta.

Entenda o Caso

Torcedor do Sport e febre nas redes sociais após o Big Brother Brasil, Gilberto visitou a Ilha do Retiro em maio e dançou o “tchaki tchaki”, criado durante o reality. A performance, no entanto, incomodou os conselheiros Flávio Koury e Renan Valeriano, que fizeram ataques de conteúdo homofóbico em relação ao pernambucano.

Gilberto recebeu apoio do Sport e de torcedores, chegando a ser alvo do homenagens do clube – com a criação de camisas personalizadas. Os atletas fizeram a dança de Gil durante a comemoração de um gol na final do Pernambucano.

O caso está tramitando no conselho do clube desde junho, quando foi criada a comissão de ética que tinha como objetivo elaborar o relatório sobre o episódio (apresentado na terça-feira).

Os nomes escolhidos foram os dos advogados Silvio Neves Batista, Fernando Pessoa, Arsênio Meira de Vasconcelos e Paulo Belfort, além do engenheiro Marcílio Paraíso. Todos já tiveram cargos relevantes dentro do clube, na presidência ou vice-presidência de setores-chave. Os três primeiros foram indicação de Pedro Lacerda, presidente do conselho. Os outros foram indicados por ele e escolhidos no voto do plenário por unanimidade.