Clima esquenta entre vereadores Olívia Santana e Heber Santana – intolerânc​ia contra os direitos dos homossexua​is em pauta

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8 de junho de 2011
por Genilson Coutinho

O clima esquentou entre os vereadores Olívia Santana (PC do B) e Heber Santana (PSC) no momento em que a vereadora destacou, na sessão da última  terça-feira (07), a importância de a escola combater a homofobia e respeitar os direitos humanos dos homossexuais.

A vereadora se disse preocupada com a pressão que o MEC vem sofrendo e com movimentos como a marcha que houve em Brasília  que, segundo ela, foi uma demonstração de intolerância contra os direitos dos homossexuais. O vereador Heber, que é da bancada evangélica, justifica o movimento dos religiosos, pelo direito da liberdade de expressão, defendendo a possibilidade de pregações que condenem a homossexualidade.

Olívia, ferrenha militante da luta contra toda forma de discriminação, rebateu os argumentos do parlamentar com veemência, destacando a polêmica em torno do veto ao kit anti-homofobia: “Não podemos continuar usando o nome de Deus dessa forma”.

A escola, por ser uma instituição de Estado, tem que ser laica, ensinando os alunos a respeitarem os direitos humanos de todas as pessoas. Só assim inibiremos práticas de marginalização, que começam com as supostas brincadeiras, depois vem o  bullyng, as práticas de intolerância, as humilhações, os linchamentos e, muitas vezes, o extermínio físico”, disse Olívia.

A vereadora também lembrou as palavras de Nelson Mandela, que disse que “Ninguém nasce odiando alguém. Para odiar é preciso aprender, e se elas aprendem a odiar, podem aprender a amar”.

Heber, disse que a marcha foi contra o PLC 122, que criminaliza a homofobia, proposto pela senadora Marta Suplicy (PT-SP), que está em tramitação no Senado e prevê punições para uma série de preconceitos e discriminações, entre eles os que envolvem a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).

O projeto também quer garantia de punição para quem “impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público” de casais do mesmo sexo, desde que essas manifestações sejam permitidas a heterossexuais.

Por Estefano  Diaz