Clécia Queiroz celebra 20 anos do lançamento do CD “Chegar à Bahia” com show ‘Quintais’

No Circuito
16 de março de 2017
por Genilson Coutinho

A cantora baiana Clécia Queiroz celebra os 20 anos do lançamento do seu primeiro CD “Chegar à Bahia” com o show ‘Quintais’ nos dias 17 e 18 de março, às 20h30, no Café-Teatro Rubi, Sheraton da Bahia, comparticipações especiais do cantor e compositor Raymundo Sodré no dia 18 e do Grupo Botequim, dia 19.

No repertório, músicas do seu mais novo disco, que leva o nome do show, além de alguns sucessos da carreira. Os cenário e figurino são de Zuarte Jr e a direção artística, da própria cantora. Dudu Reis (cavaquinho), que assina a direção musical, Marcos Bezerra (violão), Bira Monteiro (percussão), Sebastian Notini (percussão) e Gel Barbosa (acordeon) formam a banda que a acompanha.

Clécia vai apresentar algumas canções, que marcaram sua trajetória como cantora, voltadas para as tradições culturais afro-brasileiras da sua terra sem perder as conexões com o mundo contemporâneo. O seu último disco, “Quintais”, teve duas canções premiadas:  Flor D’Água (prêmio de Melhor Arranjo no XII Festival da Educadora FM) e Quintais, composição que dá nome ao trabalho, de autoria da própria Clécia e de Roque Ferreira (troféu Mostra Sesc Música – 2ª. Edição). Recentemente, o CD recebeu Menção Honrosa e foi incluído na lista dos 100 Melhores Discos da Música Brasileira de 2016, no respeitado blog Embrulhador do jornalista Ed Félix (São Paulo).

Amante do samba de roda do Recôncavo Baiano, a cantora mistura com delicada sofisticação, em Quintais, os diversos estilos do gênero, como o ‘samba-corrido’ e a ‘chula’ com outras vertentes de samba conhecidas nacionalmente, como o partido-alto e o samba-canção. Clécia, também, cria um diálogo com outros ritmos afro-brasileiros, como maxixe, jongo, ijexá ou ilú, por exemplo.

Além das canções do novo álbum, estarão presentes regravações de Emílio (Jorge Benjor), Araketu Bom Demais (Dinha) e Diplomacia (Batatinha), gravadas no seu disco de estreia, canções do seu álbum Samba de Roque, como De Maré e Bambá de Dendê, além de sucessos que fizeram parte do projeto que criou e produziu entre 2003 e 2004, o Casa do Samba. À música, Clécia acrescenta uma atmosfera teatral regada de uma expressão cênica forte, onde a dança se faz presente, característica que se consolidou no seu trabalho de artista, uma vez que, além de cantora, é dançarina e atriz