”Chupa Viadada”, diz filho de Bolsonaro no Twitter;

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30 de junho de 2011
por Genilson Coutinho

“Tudo farinha do mesmo saco”. O ditado popular serve para definir, salvo em algumas raras exceções, os representantes do povo que habitam e por muitas vezes se perpetuam na Câmara Federal. Após usar de todos os termos pejorativos para formar um pré-conceito acerca da homossexualidade, o deputado Jair Bolsonaro (PP) foi absolvido pelos colegas, o que indica que ele não sofrerá nenhuma punição, estando livre para perseguir homossexuais, numa reedição da “fogueira da inquisição”.

Como o nobre deputado não foi punido, o seu filho e vereador pelo Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PP), aproveitou para mostrar que “filho de peixe, peixinho é”. O edil comemorou a decisão do Conselho de Ética da Câmara – 10 votos a 7 – de forma semelhante a que o pai está acostumado a fazer. “CHuUuuupa Viadada. Bolsonaro absolvido!!!! Viva a Liberdade d Expressão. Parabéns Brasil!”, postou em seu perfil no Twitter.

A maioria dos parlamentares que forma o que, ao menos na teoria, deveria ser o Conselho de Ética, acredita que o deputado Bolsonaro tem direito de “expressar sua opinião”, mesmo que esta esteja condicionada ao estímulo do preconceito. Com tanta complacência, resta aos brasileiros aguardar para, quem sabe em breve, os mesmos deputados possam propor um Projeto de Lei que estabeleça o direito à discriminação, ao racismo e preconceito não apenas contra homossexuais, mais também a outros segmentos da sociedade que ainda sobre com a “opção não-sexual” de alguns em disseminar o ódio.

Durante a sessão, Bolsonaro, que agora está acima da Lei, trocou acusações com Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Chico Alencar (PSOL-RJ). O baiano pediu que o progressista limpasse a boca par lhe dirigir a palavra. “Tenho orgulho de ser chamado de veado por outro veado. E o senhor tem que lavar a boca, pois sou homossexual com “h” maiúsculo, de homem, coisa que o senhor não é”, afirmou. Para Jean, o referido deputado usou da homofobia, que não é crime, para justificar o crime de racismo.

Foto: Reprodução / Twitter

Fonte: Metrópole