Sala VIP
Sala vip especial: Uma conversa sobre mulheres
Sandra Munhoz é educadora e articuladora de movimentos sociais. Em 2004, participou da 1º Conferencia Municipal de Políticas para as Mulheres, coordenado junto a Secretária de Políticas para as Mulheres. Em 2008, entrou no GT de Feminização e Epidemia da AIDS/DST. Como na última quinta-feira (08) foi Dia Internacional da Mulher, ela falou ao Dois Terços sobre ativismo político e inserção da mulher
Dois Terços – Neste 8 de março foi celebrado o Dia Internacional da Mulher. Quais avanços você celebraria nesta data especial?
Sandra Munhoz - Bom, o primeiro avanço é que temos uma mulher presidente. O Brasil nunca esperou essa avanço. O outro é a luta do Movimento de Mulheres e Feministas com a Lei Maria da Penha, com a qual demos um passo longo. Claro que temos que lutar para que a Lei se implante na prática porque ainda temos muitas lacunas, mas estamos de olho… Apesar de tudo, na hora que as coisas apertam, o movimento se um une e vamos todas para luta.
DT – Nos últimos anos, as mulheres conquistaram e vêm conquistando cada vez mais espaço na sociedade mesmo com todo preconceito ainda existente. O que você acha sobre isto?
SM - Para nós, isso é muito importante, mas não basta se destacar se não há comprometimento com as lutas das mulheres, porque não vai fazer diferença nenhuma para a nós… Temos vereadoras e deputadas que não têm compromisso com o movimento de mulheres e com as feministas. Aí, nós temos que ficar apelando para elas sobre as questões de nossa luta! Aí, não dá, né? Porém, temos que continuar colocando mulheres nesse lugares de destaques… E pensar nessas questões de saúde das mulheres negras, lésbicas, ao invés de achar que somos todas iguais só porque somos mulheres. E ver as questões de moradia (não só entregar casas e, sim, considerar as condições do entorno das casas (como creches, lavanderias, iluminação, segurança, escolas, cultura e lazer).
DT – A saída do armário para os rapazes é sempre algo muito traumático e complicado para as famílias. Há alguma diferença quando a mulher resolve sair do armário?
SM - É sempre tudo difícil e complicado para nós, LGBT, sair do armário. Porque nossas famílias não estão preparadas ou algumas fingem que não estão, né? Ppara as mulheres é muito complicado mesmo porque elas estão mais expostas a violências (de todas as formas). Ainda temos família que colocam elas no relento, são jogadas e abandonadas nas ruas pelos seus familiares. E, quando ficam em casa, são às vezes perseguidas como bruxas. Ainda têm que aceitar todo tipo de humilhação, quando não são submetidas a estupros [corretivos] por parte de seus irmãos, padastros e até dos pais. E têm que casar à força para que a família mostre o caminho da heterossexualidade, né? E, muitas as vezes, casam para sair de suas casa e pensando que assim ficam livres só aumentam o problema sem resolver a questão.
DT – Tanto se sonhou em ter uma mulher no comando do Brasil, principalmente pela comunidade LGBT, porém a gestão da presidenta não tem agradado nem um pouco à comunidade gay brasileira. Você acredita que falta sensibilidade no governo Dilma às questões LGBTs?
SM - Bom, por isso votei em Dilma. Meu sonho de ter uma mulher presidente do Brasil está realizado, mas temos que pensar que devemos é fazer barulho e muita pressão. Ninguém é ingênuo aqui de pensar que quando colocamos Dilma na Presidência ia ser fácil, porque não adianta colocar Dilma lá e ter Crivella, Bosanaro e outros e achar que está tudo resolvido. Ela governa o país e não o nosso movimento LGBT. O nosso movimento tem que é fazer um esforço de fiscalizar esses que estão lá, e tentar colocar nosso bloco LGBT na rua para fazer mobilização. E também pressionar pessoas nessas cadeiras que têm compromisso mesmo com nossas lutas LGBT.
DT – Até hoje já somam mais de 120 candidatos LGBTs para próximas eleições. Você faz parte destes números?
SM – Não, eu não vou me preparar mais para o futuro agora, faço um esforço para colocar que temos que ter gente comprometida com nossas lutas e causas LGBT. Eu estou nessa luta para ajudar um mandato que tenha esse compromisso.
DT – O GGB completou neste mês 32 anos de história nas lutas em prol da comunidade gay da Bahia. Você acredita que falta espaço para as mulheres na entidade?
SM - Bom, eu acho que que não devemos negar a história do GGB. Foi uma entidade que contribuiu muito para o movimento naquela época isso não podemos negar. Mas, agora, as coisas mudaram e as pessoas pensam diferente. Quando uma entidade não está preparada para ter esse olhar, aí quem perde somos nós do movimento. E as lésbicas e mulheres bissexuais podem e devem seguir seus caminhos. Somos livres para andar com nossas próprias pernas e decidir quem ou qual entidade e movimento melhor nos representa. Só acho que devemos nos unir mais pois temos muitos inimigos lá fora…
DT – Quais são as entidade de defesa das mulheres lésbicas na Bahia?
SM - Bom, tem algumas que conheço que se organizam por ai: Lesbibahia, Felipa de Souza, Liga Brasileira de Lésbicas, Lilás, Rede Afro, Amuleto, e grupos das universidades como Aquenda, Kiu, nós aqui do Movimento de Lésbicas e Mulheres Bissexuais da Bahia, filiado à Articulação Brasileira de Lésbicas. Estamos nascendo e nos organizando e outras que estão se agrupando que às vezes nem conheço porque a Bahia é grande.
Sala Vip – Especial Carnaval
A sala Vip desta semana entrou no ritmo do Carnaval e na informação para os foliões que vão cair na gandaia. A nossa equipe conversou com o Uro-Andrologista, Dr. Francisco Costa Neto, diretor da Clínica do Homem sobre DST’s , saúde, comportamento e os cuidados que devemos tomar durante a folia.
Dois Terços: Com os avanços no tratamento do HIV nos últimos anos as pessoas mudaram o comportamento, principalmente, no que tange a prevenção das DST’s. A quais fatores o senhor atribui essa mudança de comportamento da população?
Dr. FRANCISCO: Está ocorrendo um retrocesso. Com o advento de terapias modernas e que fazem com que o Vírus da AIDS não seja mais tão potente ou letal, as pessoas estão relaxando em relação à prevenção. Basta observar o aumento da incidência nas pessoas acima do 60 anos. Os jovens também não estão mais tão preocupados com a proteção e houve um aumento nos índices de contaminação por Sífilis e Gonorréia, além do HPV. Isso quer dizer que as pessoas não estão se protegendo ou fazendo sexo seguro como deveriam.
DT: Com o seguimento da AIDS nos anos 80, a comunidade gay foi classificada como principal grupo de risco em função do preconceito da população que acreditava que AIDS era apenas uma doença de gay. Essa visão mudou nos últimos anos?
Dr. FRANCISCO: Mudou sim. As pessoas perceberam que a AIDS, ao contrário de ser uma doença de minoria ou grupos, é na verdade uma doença de todos, inclusive dos heterossexuais que é o segmento onde ocorre um aumento no número de casos.
DT: Muitas mulheres não têm coragem de exigirem o uso da camisa aos maridos por medo da reação deles ou por uma questão de comodismo,mesmo sabendo das traições do parceiro. Como lidar com essa situação?
Dr. FRANCISCO: Isso é uma realidade na cultura brasileira, acredito que devido ao machismo que ainda impera na nossa sociedade. Não se observa isso, por exemplo, na cultura Anglo-saxônica.
DT: Este ano, o Ministério da Saúde vai focar as ações da campanha de prevenção as DST’S durante o carnaval no público jovem e nos travetis . O senhor acredita que diante dos tratamentos e avanços do HIV os jovens perderam o medo da aids?
Dr. FRANCISCO: Os jovens não estão mais tão preocupados com a proteção e houve um aumento nos índices de contaminação por Sífilis e Gonorréia, além do HPV. Isso quer dizer que as pessoas não estão se protegendo ou fazendo sexo seguro como deveriam. Principalmente as pessoas mais jovens que não viveram a época do “boom” da AIDS.
DT: O número de portadores do HIV em Salvador vem crescendo muito nos últimos anos. Existe algum público onde esses dados são maiores?
Dr. FRANCISCO: Existe um aumento nos índices de contaminação pela AIDS e outras DST´S nas pessoas da terceira idade.
DT: O governo tem feitos campanhas pontuais sobre o HIV em algumas datas pontuais. O senhor acredita que essas campanhas conseguem atinge o público?
Dr. FRANCISCO: De certa forma sim, porém é preciso investir mais em educação de uma maneira geral e não apenas em campanhas.
DT: No carnaval tudo é permito e muitos na correria da folia esquecem, na hora H, do uso da camisinha. Quais cuidados o senhor recomenda para o folião no reinado de momo.
Dr. FRANCISCO: Prevenir sempre e não só no carnaval. É claro que o excesso de álcool inibe o senso crítico e consequentemente as pessoas relaxam na prevenção. “Camisinha na cabeça, vista essa ideia”.
Tânia Tôko abre o verbo na primeira Sala Vip 2012
Nesta primeira Sala VIP de 2012, conversamos com Tânia Tôko. Tânia, que é atriz, diretora e produtora, é considerada uma das revelações do filme e série Ó Paió. Um reconhecimento mais do que merecido em uma carreira que já dura cerca de 20 anos. Cria da Escola de Teatro da UFBa e do Bando de Teatro Olodum, Tânia começou em 1989 com muita preparação técnica. Veja a entrevista abaixo!
Dois Terços – Você iniciou sua carreira no Bando de Teatro Olodum, que traz em cada espetáculo uma reflexão da situação do negro na Bahia e no Brasil. Qual foi a importância dessa passagem pelo grupo e para sua formação profissional e como cidadã?
Tânia Tôko - Comecei a minha carreira em, 1989 na Escola de Teatro da UFBA, no curso OPA, e em 1991 fiz o Curso livre sob direção de Hebe Alves. O meu primeiro namoro com o bando foi no TeatroCastroAlves, quando fui ver a peça “Essaéanossapraia”, na antiga sala do coro, que era preta e bem interessante. Apesar de ter estudado e experimentado o teatro clássico nos dois cursos que tomei, aquele discurso tinha uma conotação social, falava das mazelas da sociedade, isto me causou uma identificação imediata de ideias e ideais. Aconteceu um teste para o grupo assim que saí do Curso livre da UFBA em 1991, fiz um teste e passei. Saí do bando de teatro Olodum em 1998, depois de sete anos aprendendo e trocando experiências. Ao sair, fiz Licenciatura em Teatro na UFBA, continuando assim a minha carreira solo. A reflexão, as indagações que vêm a tona com o discurso do bando desde seus primórdios certamente contribuiu e contribui muito ainda para o discernimento de alguns, através da arte, da ludicidade. Sem contar que os atores, com suas experiências pessoais, em sua maioria oriundos de comunidades, imprimem ao discurso a legitimidade das questões levantadas, embasados logicamente, preparados para passar a mensagem através da arte. Viver em grupo durante um período da carreira ajudou na formação da cidadã, claro, esclarecer questões, enfrentar o preconceito de uma forma consciente e ponderada, investimento pessoal, vários aspectos em que perderia horas falando… Certamente o bando faz parte da minha caminhada até aqui e só tenho que agradecer por ter estado durante alguns anos da minha carreira em grupo tão significativo para o teatro baiano, para o teatro brasileiro e para o teatro do mundo…
DT – A presença de gays masculinos nas novelas da Globo já é vista com uma certa tranquilidade, mesmo com a proibição de beijos gay. Como foi o comportamento do público em relação a Neuzão, personagem homossexual da série “Ó Paí Ó”?
TT - Acredito que quando vamos falar de temas sérios como a homossexualidade, não podemos tratar desse assunto de uma forma pesada, de uma forma dramática, no qual as pessoas não possam refletir com leveza, é polêmico, até hoje as pessoas me param na rua, “Adoro seu personagem, ele é maravilhoso, é o que eu mais gosto. Mas você não é não, né?” Qual a família hoje que não tem um homossexual? Um vizinho? Eu acho que a sociedade deve tratar das questões como o homossexualidade com uma maior naturalidade. Da mesma forma quando vêem uma pessoa na rua, caída, morta ou então comendo lixo e já tratam com naturalidade. Então porque não tratar com naturalidade uma coisa que é muito mais antiga e própria da natureza humana. Ao refletir sobre esses aspectos, concluo: mesmo sendo um personagem altamente amado, principalmente pelas crianças (pasmem) meu maior público, ainda vejo que o preconceito ainda existe ao me fazerem perguntas do nível que citei. A sociedade terá que querer muito deixar as regras da moral e dos bons costumes para aceitar as opções do outro sem censurá-lo, porque na verdade, tudo começa pelo crivo da censura. O que mais me impressiona é que é essa mesma sociedade onde as pessoas fazem coisas às escondidas e se cobrem com um manto de preconceitos quando estão às claras. Acho lamentável o pensamento de quem acredita e vê somente da sua ótica perversa, porque isso significa um atraso milenar, estamos lá no fundo da fila.
DT – O seriado “Ó Paí Ó” possibilitou o seu encontro com grandes artistas de credibilidade nacional. Como foi essa troca de experiências?
TT - Aprender sempre é muito bom, o que fiz foi aprender, observando, perguntando, fazendo… A troca de experiências aconteceria de qualquer forma, pois estávamos levando um discurso de teatro para um outro universo que é o vídeo. Essa experiência foi marcante pois a vida nos leva a lugares que você só se da conta quando chega, e daí a responsabilidade aumenta, ao invés de você relaxar…
DT – O espetáculo “Ó Paí Ó” deixou o palco para ganhar as telas do cinema e da TV. O que mudou na vida do grupo?
TT - Como havia dito, já não componho o quadro de atores do bando desde 1998. Retornei a convite para fazer o filme e em seguida o seriado, não saberia dizer como está o grupo hoje depois dessa repercussão do “Ó Paí Ó” pela não convivência, mas recebo notícias dos amigos que trabalham no mesmo. Estão bem, viajaram muito com os espetáculos do repertório, aconteceram trabalhos diversos para os atores, foi bom para todo mundo.
DT – Você vive em Fina Estampa uma personagem do grupo as “Maridas de Aluguel” de Pereirão, prontas para resolver todos os problemas que só os homens supostamente poderiam resolver. Como você tem visto o papel da mulher na sociedade?
TT - Ser mulher para mim é sinônimo de “a que cuida”. A mulher é solicitada intensamente no seu dia a dia, por família, trabalho, vida social, faltando assim um tempo maior para ela mesma. Numa sociedade com perfil masculino é bastante complicado uma mulher agir sem ser observada, censurada e julgada… As que se rebelam contra qualquer tipo de agressão, sofrimento, submissão estarão fadadas a ficarem sozinhas, pois os ditos heróis, homens, não aceitam sequer que a mulher, por exemplo, possa ganhar mais do que ele. Assunto complexo não é mesmo? As mulheres negras e oriundas das comunidades periféricas sofrem muito mais nessa sociedade, onde, desde os primórdios, já serviam de uma forma, por muitas vezes submissa, de entretenimento e fonte de prazer para os poderosos donos de engenhos. Existe esse histórico, e através dele podemos nos basear, visto que a sociedade é racista e machista. Nosso gênero foi treinado para educar, compreender, tolerar, sofrer, e o que ela menos faz é viver. As Neusões e os Pereirões estão aí para mostrar que a mulher tem um poder incrível, até mesmo para se reinventar mudando… VIVA AS MULHERES.,..
DT – Essa é sua primeira novela e você entrou no núcleo de Lilian Cabral! Como tem sido a experiência com essas estrelas?
TT - O horário mais visto da Globo. Pois é, sinto-me extremamente feliz com a oportunidade, gosto de participar de discursos dignos e que façam a diferença para quem esteja assistindo… Sempre foi e sempre será assim… Lilian Cabral está no lugar certo, é realmente uma estrela de grandeza, humana e amiga, tem muito de Griselda, aprendo muito com ela na cena, é aula. Estou indo pelo caminho certo, é o que Deus está me permitindo, e para mim é o suficiente, só ela sabe do que preciso para ser feliz… Só ele… E pelo que vejo, ele está na torcida… VIVA DEUS…
DT – Corre rumores na cidade que você será candidata a vereadora pelo PV em Salvador. Você será realmente candidata?
TT - Estou muito encantada com a proposta política do PV, associar questões sociais com o meio ambiente no sentido de chamar atenção para a preservação da essência humana e do cuidado que a sociedade deve ter com o ambiente em que vive, um chamamento à razão. Meu comprometimento esse ano com a política da cidade dependerá um pouco dessa nova empreitada aqui no Rio. Convite da candidatura e televisão chegaram na mesma hora, no mesmo mês, parece que a minha cidade estava sentido que eu iria me ausentar um pouco, coisa de Deus, o flerte existe, as pessoas comprometidas com o partido são sérias e merecem o meu respeito, vamos ver o que acontece…
DT – Falando sobre a política em Salvador, como você tem visto o Governo do Prefeito João Henrique ?
TT - Salvador já vem sofrendo com maus tratos há muito tempo. A cidade vive num momento de barbárie, é só transitar pelo centro que as respostas estarão lá, milhares de pessoas doentes pelas ruas, ora pela mendicância, ora pelo crack, e nada acontece, nada muda, os artistas passam o ano inteiro correndo atrás do governo e da prefeitura com seus projetos debaixo do braço sem sucesso, as coisas são muito absurdas. No Carnaval, os artistas que construíram essa festa ou ficam de fora ou ganham super mal para se apresentarem em lugares de pouca visibilidade… As emergências abarrotadas de pessoas de baixa renda pelos corredores se infectando mais ainda, triste. Acredito que o prefeito pegou um pepino e não conseguiu reverter o quadro, foi reeleito e ainda assim, com esse voto de confiança da sociedade baiana, ele declinou. Como sabemos, na política, pensam muitas cabeças para se chegar num denominador comum. O prefeito é uma peça do quebra-cabeça… Salvador ganhará dignidade quando o povo disser CHEGA, aí a coisa vai andar. Mas só assim. Se a população deixar o lugar comum e lutar pela sua dignidade de cidadão…
DT – Casamento gay e adoção por casais gays estão na ordem do dia dos LGBTs dos principais Estados do Brasil? Como você tem visto essas questões?
TT - Amores. Penso que a felicidade não tem sexo nem condição social, é para todos, penso que as pessoas têm por obrigação serem felizes, cordiais, do bem mesmo, para confrontar com tanta barbárie que temos visto no mundo, buscar na essência da alma respostas para tanta falta de amor entre os semelhantes. Quero e desejo que todas as conquistas do movimento gay saiam cada vez mais vitoriosas, que caiam os panos do preconceito para que a sociedade possa enxergar como são determinados comportamentos com companheiros de jornada. Vamos ver sim muitas vitória e justiça sendo feita, não só pelo e para o movimento gay, que tem Luiz Mott e Marcelo Cerqueira como cabeças principais. (Parabéns, queridos, por tanta dedicação a essa causa e esperança que levam de dias melhores para tanta gente que os procuram, trabalho incrível que vocês fazem em Salvador, quiçá pelo mundo…) Como também vamos ver a todos os movimentos que batalham arduamente para apagar tantas manchas que confundem os olhos quando miramos a nossa sociedade…
Fotos: Arquivo pessoal da entrevistada .












