No Circuito
Integrantes do Bloco Crocodilo reclamam de preconceito sexual
Integrantes do Crocodilo, tradicional bloco de Daniela Mercury, reclamaram de preconceito antes do desfile no Circuito Barra-Ondina, em Salvador, nesta terça-feira. Os foliões acusaram cambistas de discriminação e alertaram que ainda sofrem olhares de soslaio de algumas pessoas na folia.
Jucelino Coutinho, 28 anos, acredita que a intolerância ainda é grande na capital baiana. Ao lado do namorado Ronilson Eleutério, 40, ele vestiu o abadá do bloco e foi para as ruas. “Se você está com abadá do Crocodilo, as pessoas olham diferente”, afirmou. Integrantes de bloco fazem críticas, mas apontam preconceito menor . Já Augusto Silva, 28, também citou outro caso de Discriminação. Ao se aproximar de um cambista que vendia abadás, o folião diz ter sido ignorado por sua sexualidade. “Eles (cambistas) fazem de conta que não nos escutam quando perguntamos pelo abadá do Crocodilo”, contou.
No entanto, todos garantiram que a intolerância está diminuindo e que nunca foram hostilizados verbal ou fisicamente na folia. Com informações do portal terra.
Daniela arrasa no circuito Dodô no último dia de carnaval
Homenagem especial ao Rio de Janeiro, a Joaozinho Trinta e a Jorge Amado marcaram o último dia de desfile de Daniela Mercury no circuito Dodô.
Os meninos do Olodum e outras crianças representaram os “Capitães da Areia”. Canções como “Quem Vai te Embalar” e “Adota Eu” marcaram momentos de grande emoção durante o desfile. Os cantores Larissa Souza (soprano), Carlos dos Santos (tenor) e Henrique Moraes (baixo), além do diretor Paulo Dourado e do ator Luis Miranda fizeram trechos de Ópera, relembrando a apresentação de sexta-feira e a homenagem a Jorge Amado.
No Camarote Casa Daniela Mercury, Daniela cantou com Virgínia Rodrigues canções como “Milagres do Povo” e “Jubiabá”. O público respondeu com muitas palmas.
Mais à frente, Daniela se encontrou com Toni Garrido e cantou “Nobre Vagabundo”, “Flor do Desejo” dentre outras canções.
No figurino de Daniela e dos bailarinos, a inspiração veio da arquitetura modernista dos anos 50 do Rio de Janeiro. A moda praia comportada e elegante, as cores e a geometria foram o suporte para as peças usadas. O style é assinado pela jornalista especializada em moda, Alina Amaral.
Foto: Divulgação
Jorge Amado e Luiz Gonzaga são homenageados na última noite temática no Carnaval do Pelô
“Eu tô aqui numa expectativa muito grande. É uma honra homenagear o mestre Gonzaga”, declarou Bule-Bule antes de dar início, junto ao antigo parceiro Gereba e os músicos Cicinho de Assis e Márcia Short ao último show do palco principal neste carnaval 2012, no Largo do Pelourinho, nesta terça-feira (21). A última noite da folia carnavalesca foi dedicada ao escritor Jorge Amado e Luiz Gonzaga, no show intitulado de Amado Gonzaga.
Quem abriu o espetáculo foi Gereba, que agradeceu a oportunidade de comemorar “em grande estilo o centenário de duas figuras de imensa importância”, e embalou os foliões com sucessos como Asa Branca e outros sucessos do Rei do Baião. O cantor, que tem mais de 20 discos gravados ao longo de sua carreira, tocou com sua banda “Quebra Gereba”, batizada por Jorge Amado na década de 70, durante gravação da trilha da peça teatral Quincas Berro d’Água, no Teatro Castro Alves.
Logo depois foi a vez de Márcia Short subir ao palco e render suas homenagens, com uma belíssima sequência musical que não deixou ninguém parado: Modinha para Gabriela, Alegre Menina e Tieta, relembrando algumas das inúmeras personagens do escritor mais amado da Bahia. E foi entoando os versos de seu mais novo cordel, “Nós, As Luas de Gonzaga”, que o poeta, cantador, repentista e cordelista, Bule-Bule, iniciou sua apresentação. “Em qualquer lugar do mundo / Conhece isso quem leu / De cem em cem anos nasce / Um gênio para o povo seu / Mas como Luiz Gonzaga / Até hoje não nasceu”. Com seus mais de 40 anos de carreira, Bule-Bule traz na bagagem mais de 80 cordéis de sua autoria, além de quatro livros, oito CD’s e milhares de apresentações dentro e fora do país.
Quem também fez o público dançar na noite desta terça-feira de carnaval foi Cicinho, acompanhado de seu acordeon e das filhas Julia e Gabriele, que acompanharam o pai cantando sucessos como “Que nem Jiló”, do grande Gonzagão. E logo depois do show em homenagem a Amado e Gonzaga, o Largo do Pelourinho foi palco para o som da banda Lateral Elétrica, muito querida do mestre Brown e conhecida entre o público como aquela que mantém vivo um jeito ímpar de tocar percussão e fazer carnaval, misturando acordes de guitarra com batucadas ritmadas.



