Casamento homoafetivo: blogueira acredita no mercado LGBT

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22 de setembro de 2017
por Luiz Ramon Abdon

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Por Luiz Ramon Abdon

“Mais do que a falta de um blog na Bahia que falasse de noiva para noiva, sentia a comunidade homoafetiva não ter espaço para planejar seu casamento”, revela Jéssica Moraes, blogueira do ‘Projeto Noivinha’, em um bate papo descontraído.

Ela é referência em wedding blogger, arrasta mais de 213 mil seguidores no Instagram e sabe bem o que é realizar um sonho de casar com seu amor.

O ‘Projeto Noivinha’ surgiu em 2014 quando Jéssica ficou noiva. As delícias e aflições dessa fase tornou a baiana um case de sucesso. Hoje, ela alimenta o blog, redes sociais (Instagram e Facebook), canal no YouTube e o profundo desejo dos casais celebrarem a união.

“Sempre acompanhei blogs de moda e na fase noiva comecei a acompanhar os de casamentos também. Na época, minhas referências eram Constanze Zahn e Fernanda Floret {…} Blogs de mulheres casadas e que compartilhavam a experiência de pós casamento. E então comecei a compartilhar minha pastinha de inspiração do que eu queria para o meu casamento com outras noivas. Pesquisava fornecedores, acompanhava e ia para feiras/eventos. E quando me dei conta, já tinha um perfil cheio de seguidores”, conta.

Apaixonada por casamento ao ar livre, Jéssica acredita que não importa o lugar, mas sim a quebra da barreira do preconceito entre fornecedor e o casal LGBT. “Casamento gay cresce mais do que uniões héteros no Brasil e, com isso, o mercado vem crescendo e muitas empresas já estão saindo do armário”, afirma.

o potencial de produtos e serviços voltados para a comunidade LGBT é uma oportunidade de negócio que, bem estrutura, tem tudo para dar certo. Um dos motivos é o “pink money” (dinheiro rosa ou poder de compra dos LGBTs). Segundo levantamento da InSearch Tendências e Estudos de Mercado, esse público já movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano. Além disso, a consultoria Cognatis – Geomarketing, Analytics e Big Data analisou os dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a 2010 e 2011, que aponta que casais homoafetivos possuem renda duas vezes maior do que os casais heterossexuais, e consomem, em média, 30% a mais do que os héteros.

Apesar dos números mostrarem que apostar no casamento gay é um mapa do tesouro, é importante que o investidor se atente a alguns fatores. “Priorizar as características do público e ter a comununicação é fundamental nesse segmento e, se for preciso, procurar especialistas para nortear. O mercado é competitivo e tomadas de decisões sem dados e estudos objetivos são arriscadas, afirma Reinaldo Gregori, diretor geral da Cognatis.

Luiz Ramon Abdon é estudante de jornalismo, dono do blog Audácia Baiana e acredita no poder das palavras e de como podemos mudar o mundo usando-as.