Casal homossexual de Pernambuco consegue registrar bebê em cartório

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2 de março de 2012
por Genilson Coutinho

Maria Tereza, de um mês, faz parte de uma família especial. Depois de 15 anos de relacionamento e do casamento civil, Mailton e Wilson resolveram correr atrás do maior sonho e se tornaram pais. Os dois conseguiram, na Justiça, o direito de ter seus nomes da certidão de nascimento da menina.

“Eu tenho conhecimento, pela internet, de que houve um caso de duas mulheres, que era dupla maternidade, e foi fruto de um processo judicial. Nesse caso, acredito que seja inédito, que seja o primeiro, porque são dois homens e foi feito administrativamente. Foi feito diretamente no cartório, não precisou de processo judicial, de ingresso com ação judicial”, diz Clicério Bezerra, juiz.

A dupla paternidade reconhecida na Justiça é um marco na vida do casal, que decidiu compartilhar a conquista. Para o empresário Mailton Albuquerque, Maria Tereza é a realização de um sonho. “É um precedente importante para as pessoas, assim como eu e o Wilson, completando neste ano 15 anos de casados, realizar um grande desejo, que é ter filho, fazer família, educar e mostrar para a sociedade que a gente consegue amar da mesma forma que um casal heterossexual”.

Maria Tereza foi gerada por fertilização “in vitro”, em um útero substituto. Para vir ao mundo, ela foi muito planejada e contou com a solidariedade de uma doadora anônima. O óvulo foi fecundado pelo espermatozóide do Mailton e implantado no útero que uma prima dele, que cedeu a barriga para que a menina fosse gerada. O Conselho Federal de Medicina autorizou a reprodução assistida para qualquer tipo de casal, no ano passado.

Os dois pais estão se adaptando à nova rotina, com fraldas e mamadeira, e já pensam em aumentar a família. “No próximo ano, nós já vamos colocar mais

“A gente espera dar continuidade na educação, no amor, no princípio, acima de tudo, do respeito, ensinando a Maria Tereza a respeitar o próximo e respeitar a diferença. Com isso, ela irá conquistar o respeito e a cidadania no nosso país”, acredita Mailton.

O próximo embrião será fecundado com o espermatozóide do Wilson, que já está congelado. De acordo com os pais, várias primas e irmãs já se candidataram a emprestar o útero para o futuro bebê.

Fonte: Jornal Hoje