Cantor J. Velloso lança quarto CD da carreira intitulado “Não Sei Se Te Contei”

Música, No Circuito
27 de maio de 2018
por Genilson Coutinho

“Não Se Se Te Contei” é o quarto registro fonográfico do cantor, compositor e produtor J. Velloso, que possui dois discos lançados (“Aboio Para Um Rinoceronte” e “J. Velloso e Os Cavaleiros de Jorge”) e um disco/livro (Sto. Antônio e Outros Cantos). O CD que estará disponível em todas as plataformas digitais, e nas lojas físicas, a partir do dia 01 de junho, mantem as características do artista, que é a de utilizar as muitas formas existentes na música popular brasileira para ajudar a expor seus pensamentos e sentimentos.

O novo disco, Não Sei Se Te Contei, é um disco mais leve e mais maduro do artista, e isso pode ser percebido nas composições e na forma de interpretá-las. O projeto do disco foi desenvolvido a partir da seleção das canções, junto com Luciano Salvador Bahia, partindo das ideias dos arranjos. Todo o disco é feito para “clarear” o entendimento das composições. Da capa aos timbres sonoros, da sequência das músicas às cores usadas no encarte, do símbolo do infinito no encarte ao trabalho finito que é o de gravar um disco. É um disco que quer ser “claro”. A produção musical de Luciano Salvador Bahia clareia de forma delicada e se aprofunda para dar a cada faixa o sentido que elas têm. O desenho do artista plástico Roney George e as ideias, expostas por ele, clareiam o significado do trabalho. O rosto da mãe do artista desenhado a lápis na capa do CD, pelo artista plástico Roney George, e que permaneceu enquanto o nome do disco era modificado no decorrer do tempo, é uma prova que uma imagem pode dizer muitas coisas, porém o batismo com “Não sei se te contei” realmente é mais preciso, pois o nome carrega um frescor de novidade, com surpresas a serem descobertas no decorrer da audição do CD.

Sobre esse novo projeto, J. Velloso conta: “O disco “Não sei se te contei” já teve outros nomes, como “J. Velloso Em paz”, por ser uma frase engraçada e absurda, assim como a música que tem esse nome, mas fiquei com receio de que não se percebesse a ironia que me interessava. Mudei para outro nome, “Desconhecido”, que eu adorava. Esse nome era por causa da música Lágbájá, que fala dos “sem rostos” na multidão, porém Ronaldo Bastos me disse que esse nome diminuía, acho que o interesse ou o próprio disco, então resolvi mudar de novo. Mas o que nunca mudou foi o desejo desse trabalho ser CLARAMENTE dedicado à minha mãe. Não por ele ter alguma grandeza particular, mas porque tudo que fiz até hoje e o que eu ainda vier a fazer será sempre para ela. Dei a sorte de ter contado tudo isso a ela. Ela apenas riu para mim. Isso já me dizia tudo. A gente nem precisava conversar. Agora realmente não podemos mais conversar, mas continuamos nos entendendo como sempre. E conto a vocês que todos os meus risos, todas as alegrias, todos os meus versos, todas as ideias, tudo o que canto, todo o saber amar, tudo, tudo que possa partir, de bom, de mim, eu “Não sei se te contei”, mas nem precisava, é para minha Dona Clara. ”