Candidato ao Mister Diversidade 2012, Darwin Leles, fala ao Dois Terços

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13 de abril de 2012
por Genilson Coutinho

O belo Darwin Leles, com 25 anos e 1,75 m de altura, é a grande promessa da Paraíba no badalado concurso Mister Diversidade 2012. Com fortes chances de chegar ao topo máximo da beleza gay do Brasil, Darwin é apaixonado por atividade física, além de ser um metrossexual de carteirinha. O belo conversou com a equipe do site Dois Terços sobre o concurso, namoro, movimento gay, família e como tem se preparado para a grande final, prevista para os dias 9 e 10 de setembro, em São Paulo.

Dois Terços – Quem é Darwin Leles? Conte-nos um pouco sobre você.

Darwin Leles – Só vou contar pra vocês que já são de casa! (risos). O Darwin é um jovem adulto com alma de criança, com 25 anos completos, que brinca de “Adedonha” , anda de skate e ainda acredita em Papai Noel, no Coelhinho da Páscoa e na Boa-Fé das pessoas. Educador físico pós-graduado, que tem dor de barriga quando fica muito tempo longe de casa, católico, escorpiano. Darwin é o presidente do clube dos beiçudos , tem mania de cheirar todos os cremes de corpo das prateleiras dos supermercados, comeria Doritos todos os dia se pudesse, sabe virar mortal de frente e de costas, tem medo de dirigir carro, adora gás carbônico, asfalto, mas sua grande paixão é mesmo o mar .

DT – Como estão os preparativos para a grande final do Mister Diversidade 2012? Como tem sido a sua preparação para a grande final?

DL – Integral. E não só a parte estética, academia e alimentação, mas também curso de oratória e passarela. Eu me mantenho informado diariamente sobre tudo que sai na Arena LGBT. Três meses antes do Concurso, eu me mudarei para o Rio de Janeiro, onde vou estudar teatro, técnicas de desinibição, improvisação, marketing pessoal, enfim, tudo para que eu chegue 100% em São Paulo. Estou sobre a coordenação do Hermanny Cruz e supervisão do Willian Nogueira, e pretendemos trazer este título inédito pra Paraíba. Seria um presente para este povo tão sonhador e um marco para o estado que em 2012 completa 427 anos desde sua fundação.

DT – Você vai representar a Paraíba com fortes chances de ser um grande vencedor. Certamente você tem recebido o apoio de sua família.

DL – Eu nunca me achei um menino belo, diferenciado, o incentivo para que participasse veio de amigos, coordenadores, donos de agências e de Ex- Misters. Então acabei uma pós-graduação em Curitiba, me reuni com minha mãe e ela foi super a favor, disse que eu tinha que agarrar esta oportunidade e viver intensamente esta experiência. O meu pai foi contra ,ele não é brasileiro, então ele tem a noção que o Brasil ainda é um país um pouco retrógado e muito preconceituoso, ficou com medo. Mas eu conversei com ele, expus que o Brasil está evoluindo muito no que tange a tolerância e que eu queria fazer parte desta história e contribuir para esta evolução. Mandei uma cópia do contrato pra ele com links do youtube das edições anteriores do concurso, e ele concluiu que era um evento sério. Hoje ele já está com passagem comprada pro Brasil para o dia 9 de Setembro.

DT – A sua entrada no concurso lhe deu visibilidade aqui na Paraíba e no Brasil. Como você tem lidado com isso?

DL – É uma exposição positiva, portanto, as pessoas têm sido muito carinhosas, sempre dispostas a ajudar. Elas dão conselhos, se mostram interessadas no meu trabalho e eu retribuo este amor tratando todo mundo muito bem, da maneira possível.

DT – Quais são seus planos caso seja o grande vencedor do Mister Diversidade 2012?

DL – Primeira coisa que eu vou fazer é comer batata frita! (risos). Brincadeira. Os meus avós paternos moram em São Paulo. Caso Deus me abençoe com essa graça, eu me mudo pra capital paulista, onde vou passar uma temporada cumprindo minha agenda de compromissos como Mister Diversidade.

DT – Como está a expectativa?

DL – Permito-me sonhar com o título, mas sem tirar os pés do chão. O Brasil é um país riquíssimo, acolheu culturas do mundo inteiro, por isso nossa miscigenação é muito forte. Encontramos meninos belíssimos a cada estado. Na hora, darei o meu melhor. Estou me preparando muito e quero ser uma opção a ser considerada. Se Deus quiser, terei uma boa qualificação.

DT – E a pressão?

DL – A pressão é psicológica, ela começa muito antes do concurso. Você tem que se preparar mentalmente desde o momento em que decide concorrer. Se você pretende ser Mister Diversidade, você sabe que vai passar por uma avaliação de beleza e estética, mas também de comportamento, postura e que você vai representar toda uma classe. É importante demonstrar competência, comunicabilidade, então, tem que ser um menino decidido e que não tem vergonha de ser quem é. Portanto, a pressão não é externa, acho que a pressão principal é a interna. Parte do próprio candidato se condiciona a dar orgulho ao seu estado .

DT – Você está namorando? Em caso afirmativo, como foi a reação dele ao saber que você iria participar do concurso?

DL – Não é o momento, por que se eu arrumar uma pessoa agora ela virá em terceiro plano em minha vida. Em 1º plano eu tenho a minha família, em 2º eu tenho a minha preparação. Deixar uma pessoa em terceiro plano não é do meu feitio, pois sou muito romântico, carinhoso, e gosto de cuidar, dar atenção . Mas Deus é que sabe quando ele vai colocar uma pessoa especial na minha vida, não dá pra prever.

DT – As lutas da militância LGBT em prol dos direitos da comunidade têm sido um dos principais instrumentos de transformação e conquista. Caso você seja o grande vencedor do concurso, de qual maneira você pretende contribuir para causa?

DL – É o principal objetivo, eleger um Mister capaz de militar em prol de causas que todos nós acreditamos. Eu já faço isso, atualmente sou coligado à duas ONGS ,uma de Minas Gerais que é a Movimento Gay de Divinópolis (MGD) em parceria com Adan Pitter e também desenvolvo um trabalho na Paraíba junto com a Fernanda Bevennuti que é uma transexual criadora da ONG Astrata, que luta bravamente contra a homofobia. Caso eleito, pretendo emprestar a minha imagem para demais associações que tenham um enfoque positivo visando a melhorar nacionalmente a arena LGBT. A luta vai ser diária, árdua e exaustiva, mas enquanto estiver em reinado, haverão batalhas.