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Canarinhos Arco-íris enviaram propostas contra LGBTfobia para entidades do futebol, parlamento e justiça

Genilson Coutinho,
19/02/2020 | 10h02

O Coletivo Nacional de Torcidas LGBTQ “Canarinhos Arco-Íris” em conjunto com outras entidades LGBTQI+ enviou para diversas instituições de futebol, clubes, justiça e segurança pública um conjunto de propostas de combate à LGBTfobia no futebol brasileiro. Times da série A, B, C estão na lista, assim como a CBF, a PGR, Câmara, Senado, Ministério de Justiça e Segurança Pública, entre outras organizações. As medidas visam prevenir e tratar dos casos de LGBTfobia combatendo práticas de violência e expressões preconceituosas contra a comunidade LGBT durante os jogos de futebol realizados no Brasil.
O coletivo de torcidas LGBTQI+, que se juntou em novembro de 2019 luta pelo acesso da comunidade LGBTQI+ e contra o preconceito no futebol, atualmente é formada pela LGBTricolor (Bahia), Marias de Minas (Cruzeiro), Palmeiras livre, Papão Livre (Paysandu), Vozão Pride (Ceará), Timão LGBTQI+ (Corinthians), Orgulho Rubro Negro (Vitória-BA), Coxa LGBTQI+ (Coritiba), Athletico LGBTQI+ (Athletico-PR).

Onã Rudá, fundador da Torcida LGBTricolor 🏳‍🌈 “Nossa ação tem crescido e já envolve pessoas LGBTs que torcem pra noves clubes, buscando espaço dentro do futebol, no sentido de combater as violências e incluir pessoas LGBTs, esperamos que algumas dessas medidas sejam postas em práticas e consigamos avançar ainda mais”

Dentre as propostas estão:
• A correção da Recomendação 01/2019 do STJD, publicada em 01 de agosto de 2019 que cita OPÇÃO SEXUAL ao invés de ORIENTAÇÃO SEXUAL E IDENTIDADE DE GÊNERO.
• Solicitamos que medidas e protocolos sejam adotados afim de garantir a segurança de pessoas LGBTs durante as partidas de futebol nos estádios do Brasil.
• A garantia de revista de mulheres trans por policiais femininas nas entradas dos estádios.
• Respeito ao nome social das pessoas travestis e transexuais nos registros de associados e associadas dos clubes.
• Estimulo para criação de torcidas e movimentos que ajudem a debater a temática de combate a LGBTfobia nos clubes e acolhimento dos que tem surgido no último período.

E outras…

O documento enviado às mais importantes entidades do futebol brasileiro foi elaborado com base em inúmeros depoimentos de vítimas e casos de expressões preconceituosas desse crime que já gera paralisação de diversos jogos no Brasil. O que se espera é o respeito e inclusão de todos e todas. Para a torcida, muitos clubes se intitulam o ‘time do povo’, mas ainda não contemplam a todos, fazendo assim um ato de incoerência institucional.