Brasil registra mais de 17 mil casos de infecção por HIV em 2018

AIDS em pauta, Slider
28 de novembro de 2019
por Genilson Coutinho

O ano de 2018 fechou com um saldo de 17.248 novos casos de infecção pelo vírus HIV, no Brasil. Na Bahia, o ano fechou em 922 casos e Salvador, com 553. OS dados foram revelados pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e pela Coordenação Municipal de Saúde da capital baiana.

Na série histórica para o período 2007 a 2018, o País registrou 469.844 casos. A região nordeste fechou o período com 94.434 casos e o estado da Bahia com 21.250. No município de Salvador, foram notificados 6.443 casos de infecção, representando 30,4% dos casos do estado da Bahia. A capital baiana ocupa a 22ª posição no ranking da taxa de detecção de casos entre as capitais brasileiras.

Epidemia
A epidemia de infecções por HIV em Salvador apresenta tendência crescente e sua taxa de detecção por 100 mil habitantes variou de 9,8 a 23,0, com incremento de 135,3%. Ressalta-se que, embora ao nível de Brasil tenha sido observado uma tendência de decréscimo nos últimos 10 anos, para a região nordeste, a tendência é de crescimento.

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Na capital baiana, a maior ocorrência de casos entre 2007 e 2018 ocorreu no distrito sanitário (DS) Barra/Rio Vermelho (15,3%), seguida do Cabula/Beiru (12,4%). O Centro Histórico apresentou a maior taxa, 45,5 em 2018, mas com decréscimo nos últimos cinco anos.

No Brasil, a razão entre os sexos masculino e feminino (M:F), passou de 24,8:1, no início dos anos 80, para 2:1 em 2018, ou seja, 2 casos de aids em homens para cada caso em mulher. No município de Salvador, para o período de 2007 a 2017, dos casos 6.743 casos notificados, 67,6% foram do sexo masculino. A razão entre os sexos vem se mantendo em, aproximadamente, 2:1.

Com relação à taxa de detecção por 100 mil habitantes, o levantamento da UNAIDS verificou o aumento para ambos os sexos. Mas as maiores taxas ocorreram entre os homens, que passou de 13,0 no ano de 2007, para 31,1 em 2018, enquanto que entre as mulheres variou de 7,0 para 16,1, correspondendo a, respectivamente, um aumento de 138,6% e 130%.