Blowtex apóia campanha do site Dois Terços

AIDS em pauta, Comportamento, Social
10 de março de 2017
por Genilson Coutinho

A campanha ““Neste verão já escolhi meu protetor. Uso camisinha. Visto-me de amor”,, promovida pelo site Dois Terços, para incentivar o uso da camisinha, lançada este ano no Mercado Iaô, segue com suas ações de disponibilização de preservativos nos points de encontro da comunidade LGBT.
Este mês, a campanha ganhou o apoio da Blowtex, marca de preservativo que disponibilizou os preservativos da linha Skyn Original para distribuição gratuita nas ações .
Além do apoio deles, o Shopping da Bahia, CIA Baiana de Patifaria e Candeeiro Produções estão juntos na campanha.

Campanha de Carnaval da Blowtex com influenciadores digitais


Além dos preservativos, a campanha conta com abanadores e um vt.
Cresce número de casos de HIV/Aids entre os homens
Dados apresentados no final de 2016 pelo Ministério da Saúde revelam que o número de casos de HIV/Aids tem aumentado entre os homens. Em 2006, a razão era de 1 caso em mulher para cada 1,2 caso em homens. Em 2015, o cenário passou a ser 1 caso em mulher para cada 3 casos em homens. Além disso, os casos em mulheres apresentam queda em todas as faixas etárias, sobretudo entre as que têm de 25 a 29 anos. Em 2005, eram 32 casos para cada 100 mil habitantes. Em 2015, esse número agora é de 16 casos por 100 mil habitantes. Já entre jovens do sexo masculino, a infecção cresceu em todas as faixas etárias. Dos 20 a 24 anos, por exemplo, a taxa de detecção subiu de 16,2 casos para cada 100 mil habitantes em 2005 para 33,1 casos em 2015.
Vulnerabilidade
Os números mostram que o grupo mais vulnerável é formado por jovens de 18 a 24 anos. Apesar de o diagnóstico tardio ser menor nessa faixa etária, entre os que são soropositivos 74% buscaram algum serviço de saúde e apenas 57% estão em tratamento, enquanto 47% tiveram carga viral suprimida.
O ministro da Saúde Ricardo Barros avaliou que os jovens, de modo geral, não mantêm o hábito de frequentar unidades de saúde. Ele lembrou que o grupo é “de difícil convencimento”, por exemplo, quando o assunto é vacinação.
“Eles se acham saudáveis e são mesmo. Mas não sentem que precisam ir ao posto de saúde se proteger”, afirmou. “Mesmo nas campanhas para vacinação nas escolas, a recusa é muito grande”, destacou.