Balizas Gays da Independência da Bahia é tema de doutorado

Genilson Coutinho,
04/07/2021 | 12h07
Vinicius, Icaro, Naldo e Hilda ( Foto: Genilson Coutinho)

A Independência da Bahia, que em 2021 completou 198 anos, é um momento para celebrar e também um palco para visibilizar as lutas por meio de manifestações de diversos segmentos da sociedade. Além dos atos políticos e sociais, quem também movimenta a cena são as balizas gays que vão à frente das bandas de fanfarras e que viraram até documentário sobre o universo destes jovens que brilham e despertam representatividade para o movimento LGBTQIA+.
Esses jovens que transmutam o lugar comum e transformam o Centro da Cidade do Salvador durante as celebrações do 2 de Julho em uma grande passarela da diversidade da comunidade LGBTQIA+ se tornaram objeto de estudo e pesquisa.

Hilda, Naldo e Icaro (Foto: Genilson Coutinho)


“Esse ato de resistência é o tema da Tese de Doutorado de Vinicius Zacarias no POSAFRO/UFBA, sob orientação do Prof. Dr. Osmundo Pinho”.. E para fortalecer seu estudo, ele reuniu três artistas deste movimento para escutar as histórias de vida dos jovens que se dedicam à baliza. Hilda, Ícaro e Naldo contaram ao pesquisador sobre suas histórias de vida e a paixão por esse movimento artístico que rompe a barreira do preconceito para se manter vivo e para matar a saudade, o trio perfomou para o Dois Terços, no palco do desfile.
De acordo com Vinícius, foi um desafio antropológico encontrar os interlocutores no Beco do Rosário ou Lugar Comum sem o desfile, por conta da pandemia.
“Já entendemos como funciona a ‘fechação’ na dissertação. Agora, dentre outos aspectos da tese, buscaremos compreender a vida social dos ‘viados de fanfarra’ que se apresentam no Desfile Cívico de Dois de Julho de Salvador. Entenderemos as nuances políticas na atmosfera da performance com a perspectiva de humanização dos sujeitos”.
Nossa equipe fez alguns registros no nosso perfil no Instagram, do encontro com os meninos.