Autoestima e apoio social são fundamentais na formação do vínculo materno com o bebê, mostra estudo conduzido pela Natura

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5 de agosto de 2019
por Genilson Coutinho

A primeira gestação é um período marcado por diversas emoções. Ao mesmo tempo em que as futuras mães se sentem felizes com a chegada do bebê, muitas também passam por momentos de ansiedade e estresse nesse período de tantas transformações. A construção gradativa do vínculo com o bebê depende de como esses fatores e emoções se combinam, sendo influenciada pela autoestima, resiliência, apoio do parceiro ou parceira e da rede de apoio, segundo pesquisa com mais de 500 gestantes.

 O estudo conduzido pela área de Ciências de Bem-Estar da Natura, em parceria com Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, contou com a participação de 523 mulheres na primeira gestação, além de 211 parceiros. Mães e pais foram divididos conforme o estágio gestacional, variando entre diferentes trimestres da gestação e pós-parto, e foram convidados a responder a diversos questionários científicos sobre suas emoções, bem-estar e vínculo.

 Entre as principais conclusões, os pesquisadores destacam que a autoestima da gestante, tanto durante a gestação quanto no período pós-parto, contribuiu para aumentar seu vínculo com o bebê. Ou seja, quanto mais as mulheres se acham bonitas, se sentem bem consigo mesmas e felizes durante esse período, maior é o vínculo materno.

 A autoestima também tem outros efeitos positivos, como melhora da qualidade do sono, redução dos níveis de estresse, sintomas depressivos e de ansiedade na mãe. “Ver a força da autoestima da mãe na formação do vínculo com o seu bebê é um dado novo e nos mostra a importância com o cuidado da mulher e o apoio que ela precisa para promovermos um impacto positivo em nossas famílias”, afirma Patrícia Tobo, gerente científica da área de Ciências do Bem-Estar da Natura.

 O estudo também mostra a validade do ditado popular que afirma ser necessário “uma vila para criar uma criança”. Segundo os participantes, o apoio de outros integrantes da família e de amigos próximos tem papel fundamental para aumentar a autoestima, a resiliência e a felicidade de pais e mães de primeira viagem, elementos chave para aumento do vínculo com o bebê.

 Além disso, o estudo também identificou que os períodos mais desafiadores são o segundo trimestre e pós-parto, que exigem mais atenção por parte da rede de apoio. “A ansiedade das mulheres tende a subir ao longo da gestação alcançando os níveis mais altos no pós-parto”, afirma Eduardo Zlotnik, médico ginecologista e obstetra e vice-presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. 

 Para a Natura, estudos como esse são essenciais para evidenciar a necessidade de cuidado com a gestante desde o início, contribuindo para a formação do vínculo com o bebê logo no primeiro trimestre da gestação. A linha Mamãe e Bebê apoia a ciência do vínculo justamente por acreditar que o amor ajuda a fortalecer as relações e contribui para a construção de um mundo mais bonito.

 “Uma nova vida precisa de amor. Transmitir o amor, o mais importante presente que podemos dar ao bebê, permite que o vínculo floresça e se fortaleça. E a responsabilidade não é apenas da mãe e do pai, mas sim de todos nós. Amar também é dar apoio e se responsabilizar pelo mundo que queremos amanhã, com indivíduos mais autônomos e saudáveis, que cuidam melhor de si mesmos, dos outros e do mundo” afirma Claudia Pinheiro, diretora de Cuidados Pessoais da Natura.