Assis Couto é novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias

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26 de fevereiro de 2014
por Genilson Coutinho

Mesmo com intensa torcida LGBT em todo país pela nomeação da deputada Erika Kokay (DF) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) em 2014, a escolha do Partido dos Trabalhadores (PT) acabou sendo outra: Assis do Couto (PR).

O anúncio foi feito na noite de terça-feira (25). Muitos apontavam Couto como o mais distante da causa LGBT e dos direitos humanos entre os três candidatos (o terceiro era Nilmário Miranda). Cumprindo o seu terceiro mandato como deputado, Couto tem histórico atrelado à causa agrária.

O objetivo de Couto era presidir a Comissão de Agricultura, mas o PT teve de abrir mão da comissão, pois só poderia escolher quatro (as outras foram de Seguridade Social e Família, Constituição e Justiça e Mista de Orçamento) e não podia deixar a CDHM nas mãos de um homofóbico, como aconteceu em 2013, quando o presidente foi Marco Feliciano, do PSC.

“A comissão tem que se recolocar rapidamente no seu devido papel e cumprir sua missão junto com as forças e movimentos que representam os direitos humanos”, afirmo o deputado, por telefone, ao site Brasil Post.

“Mas a comissão está em ótimas mãos, ele (Assis Couto) tem histórico de luta pela dignidade humana”, disse à reportagem o líder do PT na Câmara, Vicentinho (PT-SP), Segundo o deputado, Couto vai “cumprir bem o papel de proteger a comissão”, que esteve “em risco” no ano passado.

Em entrevista ao iG no domingo (23), Assis do Couto assumiu que não tem proximidade com questões LGBT. “Não tenho muita militância nesta área e é natural que eu não tenha. Sou um parlamentar do interior, do campo. Mas nunca tive nenhum problema e sempre apoiei a defesa dessas minorias. Acho que o que aconteceu o ano passado, a forma preconceituosa como a Comissão de Direitos Humanos foi conduzida no ano passado explica até essa reação muito forte de querer retomar a comissão”, afirmou.

O deputado também considerou que em 2013 “a comissão ficou muito pautada, muito focada numa única via e isso foi ruim”, se referindo à discussão dos direitos gays. Entretanto, admite que isso aconteceu por causa da “natureza do episódio”, se referindo ao fato de uma comissão que trata de minorias ser presidida por alguém que pretende tirar o direito delas.