Apenas 33% dos Soteropolitanos são a favor de relações homossexuais

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25 de outubro de 2012
por Genilson Coutinho


Uma pesquisa do jornal Correio*, em parceria com o Instituto Futura, aponta que apenas 33% dos soteropolitanos são favoráveis à relação entre pessoas do mesmo sexo. De acordo com uma pesquisa, que entrevistou 400 pessoas, o número de soteropolitanos favoráveis à relação homossexual é de 33% – 4,3% a menos do que no ano passado.

Menos de duas semanas após o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) permitir o casamento de gays em cartórios de todo o estado, os resultados da pesquisa também revelam a dificuldade dos entrevistados em opinar em um tema ainda considerado polêmico. Dos 400 participantes na cidade, 36% se declararam indiferente; ou seja, nem contra, nem a favor.

Para o conselheiro nacional LGBT, Leandro Colling, os dados mostram o que qualquer um pode perceber, se tiver uma visão crítica. “Vivemos em uma sociedade altamente homofóbica e a pesquisa dá um raio-x, ainda que momentâneo, de como essas questões são percebidas”, explica.

O estudo ainda revelou que quanto maior o nível de escolaridade, maior a aceitação da diversidade sexual, já que apenas 19,4% são contra relações homossexuais,entre os entrevistados com nível superior. Na parcela de entrevistados que cursaram apenas o ensino fundamental, o número de contrários chegou a 39%.

Quando assinou o provimento conjunto que permite a todos os cartórios receber pedidos de habilitação de casamento, publicado no Diário de Justiça Eletrônico do Tribunal de Justiça (TJ-BA) no último dia 10 de outubro, a corregedora-geral Ivete Caldas declarou que se baseava nos princípios de igualdade.

Confrontada com os resultados da pesquisa, a desembargadora entende que o nível de educação permite que as pessoas compreendam melhor a natureza do outro. “Não se pode exigir de pessoas que não têm educação formal razoável e educação doméstica que vençam preconceitos herdados dos próprios familiares”, pondera. Com informações do jornal Correio*

Ivete defende, no entanto, que a conquista do casamento em cartório já tem ajudado a diminuir o preconceito. “A decisão da Justiça vai ajudar a ampliar os horizontes do pensamento e a forma de entendimento das pessoas”, disse. Com informações do jornal Correio.