Alunos da Unijorge poderão usar nome social

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30 de janeiro de 2017
por Genilson Coutinho

A partir deste semestre, os alunos da Unijorge poderão usar o nome social na matrícula. Com essa ação, pessoas cujos nomes oficiais não reflitam adequadamente sua identidade de gênero, terão o direito de incluir nos registros acadêmicos o seu nome social. A coordenadora do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão da Unijorge, Ana Terse, explica que a ação é um grande passo dado pela instituição de ensino em respeito e reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais. “É mais uma iniciativa que coaduna com os valores de inclusão e respeito à diversidade humana já praticados por nós”, destaca.
A adoção do nome social alinha-se ao Decreto Nº 8727/2016 e institucionaliza uma postura que a Unijorge sempre adotou. “Há algum tempo, recebemos alunos que demandavam o uso e reconhecimento do nome social institucionalmente. Nossa primeira medida foi orientar os professores quanto à adoção do nome que expressa a identidade social de gênero do estudante, promovendo um ambiente de respeito e acolhimento da diversidade”, ressalta Ana.
A coordenadora ainda destaca que um dos principais motivos de evasão acadêmica por alunos transexuais no Brasil é o preconceito. “Tornando oficial o reconhecimento do nome, acreditamos também que estamos fomentando o debate sobre o direito das pessoas transgênero na sociedade. Nosso sentimento é de orgulho, por promover mais uma medida de respeito a identidade de gênero e também, por seguirmos avançando nesse tema, contribuindo para o acesso e a permanência de transexuais e travestis no ensino superior”, explica.
O uso ou a alteração do nome social poderá ser solicitado pelo estudante no Portal do Aluno, após a matrícula e a qualquer momento ao longo do seu curso. O requerente deverá anexar uma solicitação manual ou documento comprobatório para alteração. Num prazo de até cinco dias, a Gerência Acadêmica efetuará a alteração no sistema e, a partir de então, o estudante terá seu Nome Social inserido nos documentos institucionais, como a carteira estudantil, a lista de presença, avaliações nominais, entre outros. A exceção será apenas no Diploma e histórico oficial, que, por lei, devem ser emitidos com o nome civil.