Aids ainda cresce no país

AIDS em pauta, Comportamento, Social
1 de dezembro de 2016
por Genilson Coutinho
Em Salvador teve caminhada no Centro da Cidade /Foto: Genilson Coutinho

Em Salvador teve caminhada no Centro da Cidade /Foto: Genilson Coutinho

O número de pessoas infectadas pelo vírus da Aids ainda traz grandes preocupações para as autoridades brasileiras de saúde. Dados divulgados neste ano, do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids), apontam que a população vivendo com a doença no país passou de 700 mil, em 2010, para 830 mil em 2015, com 15 mil mortes por ano.

“Percebemos um relaxamento por uma parte da população com relação a Aids. É preciso mudar esse conceito e continuar tomando todas as medidas preventivas para evitar a infecção pelo vírus”, analisa Dr. Pedro Oliveira, diretor médico da ePharma, empresa líder no mercado de assistência de benefícios farmacêuticos.

Os dados do programa Unaids apontam ainda que o Brasil é o país da América Latina que mais concentra casos de novas infecções por HIV na região, cerca de 40% dos novos casos. Para Dr. Pedro Oliveira, é preciso reforçar as campanhas preventivas, principalmente entre a população que não conviveu com o período de expansão da infecção do vírusno país.

Passageiros dos coletivos de Salvador receberam camisinha e folhetos informativos

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O médico lembra ainda que o crescimento de outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), como a sífilis, reforçam a necessidade de medidas mais impactantes para despertar a prevenção nas pessoas. “Por isso, o Dia Mundial de Combate a Aids ganha relevância como ação preventiva”, afirma Pedro Oliveira.

Em 1996, o Brasil assumiu papel pioneiro, entre os países de baixa e média renda, com início do tratamento gratuito para os portadores do vírus HIV. Segundo dados de 2015, o país conta com uma das maiores coberturas de tratamento antirretroviral (TARV) entre os países de baixa e médica renda, com mais da metade (64%) das pessoas vivendo com HIV e recebendo o TARV, enquanto a média global foi de 46%, segundo dados copilados pelo Unaids.