ABEH divulga programação e chamada de trabalhos para VI Congresso Internacional de Estudos sobre a Diversidade Sexual e de Gênero

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16 de dezembro de 2011
por Genilson Coutinho

A diretoria da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH) divulgou a primeira versão da programação, as ementas dos eixos temáticos e a composição da comissão científica do VI Congresso Internacional de Estudos sobre a Diversidade Sexual e de Gênero da ABEH, que será realizado nos dias 1º, 2 e 3 de agosto de 2012, na Universidade Federal da Bahia, em Salvador, Bahia Brasil.

O tema do evento é Memórias, rumos e perspectivas dos estudos sobre a diversidade sexual e de gênero. As pessoas interessadas em apresentar trabalhos no congresso deverão enviar os resumos das propostas diretamente para os eixos, através do site www.abeh.ufba.br (novas informações serão postadas no www.abeh.org.br ). A submissão deverá ocorrer de 1º de fevereiro a 31 de março de 2012. Confira a programação, as ementas do eixos e quem faz parte da comissão científica.

PROGRAMA GERAL

1º de agosto de 2012

15h – Credenciamento

17h – Abertura oficial

18h às 20h – Mesa 1 – Apontamentos críticos sobre os estudos da diversidade sexual e de gênero

Conferência de Jack Halberstam (Estados Unidos – confirmado)

20h – Lançamento de livros, programação cultural e confraternização

2 de agosto de 2012

8h30 às 12h – Mesa 2 – Dos pioneiros aos dias atuais: a trajetória e desafios dos estudos sobre a diversidade sexual e de gênero no Brasil

Participantes confirmados: Sérgio Carrara (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Mário Lugarinho (Universidade de São Paulo), Tânia Swain (Universidade de Brasília) e Berenice Bento (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).

14h às 16h – Apresentação de trabalhos

16h – Intervalo

16h30 às 18h30 – Apresentação de trabalhos

18h30 às 19h – Apresentação cultural

19h às 21h30 – Mesa 3 – Uma avaliação dos estudos sobre a diversidade sexual e de gênero na América Latina hoje

Participantes confirmados: Mauro Cabral (Argentina) e Antônio Marquet (México) e Guilherme Almeida (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

22h – Programação cultural

3 de agosto de 2012

8h30 às 12h – Mesa 4 – Estudos e políticas para a diversidade sexual e de gênero: colaborações e tensões

Participantes confirmados: Ana Cristina Santos (Universidade de Coimbra – Portugal), Elisabeth Vasquez (Movimento Trans do Equador), Rafael de la Dehasa (Universidade de Nova York – Estados Unidos) e Luiz Mello (Universidade Federal de Goiás).

14h às 16h – Apresentação de trabalhos

16h – Intervalo

16h30 às 18h30 – Apresentação de trabalhos

19h – Assembleia geral da Abeh e eleição de nova diretoria

21h – Programação cultural e confraternização de encerramento

Eixos temáticos

Artes

Aceita trabalhos que discutam tradição e contemporaneidade na representação do homoerotismo; poéticas e estéticas, corporalidades e sexualidades no cinema, dramaturgia, dança, encenação, artes visuais, performance, moda e intervenção urbana.

Comunicação

Aceita trabalhos que tratem das relações entre as variadas mídias – televisão, jornais, revistas, rádio, cinema e internet – e a diversidade sexual e de gênero, e como essas mídias têm marcado posições de sujeitos a partir de categorias de diferenciação e da intersecção entre gênero, sexualidade, raça/cor e outros marcadores sociais. Também contempla trabalhos que abordem as relações entre os movimentos sociais, as políticas identitárias e/ou pós-identitárias e a comunicação.

Educação

Acolhe trabalhos que discutam as questões de diversidade sexual e de pluralidade de expressões de gênero na sua relação com processos pedagógicos de múltiplos tipos, em particular as pedagogias de produção das masculinidades e das feminilidades, assim como as pedagogias de produção dos corpos e das sexualidades. Estimula-se que os trabalhos tomem como temáticas as memórias, os rumos, as tensões e as perspectivas dos movimentos LGBT, das instituições escolares, dos produtos da mídia, das políticas públicas e das instituições de formação de professores e professoras. A interface destes temas com outros movimentos sociais que tomem como questão política as relações de gênero e a(s) sexualidade(s), no Brasil ou no cenário internacional, também fazem parte do escopo deste eixo.

Histórias, sociabilidades e etnografias

Reúne trabalhos que reflitam como as práticas e representações sobre as sexualidades, os corpos e as relações de gênero são vivenciadas nos processos históricos, contingentes, estruturais e estruturantes. É considerado de especial interesse o debate sobre interseccionalidades e articulações entre gênero, raça/etnia, sexualidade, quer seja na perspectiva local, quer seja nos processos migratórios, quer seja no mercado do sexo.

Literatura

Acolhe a história da literatura gay no Brasil. Retratos da ficção e da poesia nos tempos modernos e na atualidade sobre as identidades gays em histórias, memórias e recepções. Estudos críticos e teóricos que permitam aferir os paradigmas e as desconstruções entre o estético e os contextos regentes. Expressões homoculturais latino-americanas, estadunidenses, na Europa e na região anglo-saxã em textualidades do literário: diálogos, representações e a cultura queer.

Políticas: convergências/dissidências/encaixes/desencaixes

Busca tematizar e problematizar dois grandes conjuntos de processos e questões. O primeiro diz respeito às múltiplas interseções entre Estado, corpo, identidade e constituição de sujeitos políticos, cobrindo aspectos tais como: regulação/disciplinamento Vs. liberdade/autonomia; políticas identitárias/identidades políticas e governo das diferenças e políticas de gestão da vida; políticas sexuais como globalidades e localidades; políticas para além do Estado (ou seja, para além das leis e das instituições formais), estados de exceção, bem como formações hegemônicas e antagonismos plurais contemporâneos. O segundo conjunto se refere ao avesso das políticas sexuais, ou seja, o âmbito das tensões que se desenrolam no interior das fronteiras da própria política sexual. Esse segundo eixo deve cobrir temas como: os desencontros e conflitos entre pautas identitárias, divergências epistemológicas, adesão e dissidência frente a formação dos discursos políticos (científicos e/ou governamentais) acerca das sexualidades ou mesmo re-definições nos terrenos da ética, do reconhecimento ou mesmo da inteligibilidade a partir das prescrições das sexualidades e dos gêneros e suas contestações.

Religiões

Busca discutir as religiões e as suas relações com a diversidade sexual e o gênero desde uma perspectiva interdisciplinar e interreligiosa, através de pesquisas que investiguem de que forma os discursos e práticas religiosas das instituições religiosas atuam na compreensão e configuração das identidades e papéis sexuais e de gênero, bem como a relação entre essas questões e o fenômeno religioso vivido na realidade brasileira de forma mais ampla. Encoraja-se a inscrição de trabalhos de tradições religiosas não-cristãs, bem como estudos que reflitam sobre práticas religiosas construídas a partir de práticas não-heteronormativas.

Saúde

Acolhe trabalhos sobre saúde, cidadania e direitos sexuais de LGBTTTI. Políticas públicas e acesso ao sistema de saúde. Vulnerabilidades, formas de discriminação, violência e modos de vida de LGBTTTI. Corpos, prazeres, subjetividades e o problema da medicalização da vida.

Subjetividades

Acolhe trabalhos que explorem articulações entre os registros do sujeito e da sexualidade, tendo como foco as formas da experiência subjetiva na contemporaneidade e a investigação das suas condições de possibilidade e dos seus limites, em especial na medida em que tal investigação coloque em questão modelos hegemônicos de codificação e normatização das relações entre sujeito, sexo e verdade. Serão priorizados trabalhos que tomem como ponto de partida experiências da diversidade sexual vinculadas à realidade brasileira e suas condições sócio-históricas.

Direitos

Acolhe trabalhos no campo jurídico e das ciências sociais e antropologia que tragam reflexões sobre reconhecimento e distribuição de direitos, estratégias alternativas do alcance dos mesmos em relação à articulação entre movimentos sociais e Estado, bem como estudos e/ou relatos de experiências de instituições ligadas à efetivação de direitos sexuais como, por exemplo, os centros de referência em diretos humanos voltados à LGBT, entre outras iniciativas.

Comissão científica

André Sidnei Musskopf (Faculdades EST)

Antônio de Pádua (UEPB)

Állex Leilla (UEFS)

Claudia Mayorga (UFMG)

Djalma Thürler (UFBA)

Durval Muniz de Albuquerque Jr. (UFRN)

Eduardo Leal Cunha (UFS)

Emerson Inácio (USP)

Ernani Pinheiro Chaves (UFPA)

Fábio Camargo (UNIMONTES)

Fernando Pocahy (NIGS/UFSC)

Fernando Seffner (UFRGS)

Gisele Nussbaumer (UFBA)

Henrique Caetano Nardi (UFRGS)

Iara Beleli (Unicamp)

Juliana Perucchi (UFJF)

Leandro Colling (UFBA)

Larissa Pelúcio (Unesp)

Laura Moutinho (USP)

Luís Augusto Vasconcelos da Silva (UFBA)

Luis Felipe Rios do Nascimento (UFPE)

Marcelo Tavares Natividade (UFC)

Marco Aurélio Máximo Prado (UFMG)

Maria Thereza Ávila Dantas Coelho (UFBA)

Maurício Bragança (UFF)

Nádia Nogueira

Paula Sandrine Machado (UFRGS)

Paulo César García (UNEB)

Roberto Marques (URCA)

Rogério Diniz Junqueira (MEC/INEP)

Roger Raupp Rios (Ritter dos Reis)

Sandra Duarte de Souza (Universidade Metodista de São Paulo)

Sonia Corrêa (Observatório de Sexualidade e Política)

Suely Messeder (UNEB)

Wiliam Siqueira Peres (Unesp)

Wilton Garcia (UBC)