‘A persistência das últimas coisas’ volta em cartaz para mais duas semanas

No Circuito, Teatro
6 de novembro de 2017
por Genilson Coutinho

Foto: Genilson Coutinho

Espetáculo comemora 30 anos de carreira do ator e diretor Celso Jr e será apresentado no Teatro Vila Velha

Quem não conseguiu ver a primeira temporada de ‘A persistência das últimas coisas’ não precisa mais se preocupar. E quem já viu vai poder ver de novo. É que o espetáculo que comemora os 30 anos do diretor e ator Celso Jr volta a cartaz durante o mês de novembro para mais seis apresentações. A peça teve excelente resposta do público, que lotou o Teatro Vila Velha em oito apresentações.

A peça reestreia no dia 18 de novembro (sábado), no Teatro Vila Velha. Além deste, o espetáculo será apresentado nos dias 19 (domingo) e de 23 a 26 (quinta a domingo). Os valores de ingresso são R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), à venda na bilheteria do teatro.

 ‘A persistência das últimas coisas’ é a versão brasileira de um texto argentino do autor Juan Ignacio Crespo e tem no elenco o vencedor do Prêmio Braskem 2017 de Melhor Ator, Igor Epifânio, além dos atores Vinicius Bustani e Paula Lice. O resultado foi visto de perto pelo cônsul da Argentina em Salvador, Pablo Virasoro e de seu cônsul adjunto, Pablo Fernandez Quintana.

Sobre o espetáculo

A peça estreou em Buenos Aires em 2014 e traz para a cena os conflitos de Federico, vivido por Vinicius Bustani, um rapaz inconformado com término de seu namoro com outro rapaz, interpretado por Igor Epifânio. Além disso, Federico tem uma amiga e confidente que o ajuda a recompor um painel de emoções, que é vivida por Paula Lice. “Lembranças, criações da imaginação e abandono se alinham para criar um retrato fragmentado e não-linear da vida afetiva desse jovem contemporâneo e urbano”, explica Celso.

O texto é centrado em Federico, que está abalado pelo fim de um  relacionamento, mas continua obcecado pelo ex-namorado a ponto de contratar um detetive particular para o investigar. O ex surge, então, como uma representação da memória e fruto da imaginação dele. Já a amiga é uma confidente e também uma espécie de consciência expandida da personagem principal.

“‘A persistência das últimas coisas’ tem uma poética e temática interessantes, trata de assuntos absolutamente universais como o amor e a sua perda”, aponta o diretor. “Me interessa também a tomada de consciência da personagem que percebe que o fracasso amoroso é uma representação da sua mortalidade: terminar um relacionamento é morrer um pouco, é se aproximar do fim”, completa.

“Assisti à montagem original, no pequeno Teatro Vera Vera, em Buenos Aires, em 2014, sob a direção do próprio Juan e fiquei bastante entusiasmado com o texto”, lembra Celso. Ele conta que assim que chegou ao hotel na capital da Argentina, entrou em contato com Juan pedindo para usar o texto no repertório de estudos sobre dramaturgia contemporânea. Foi aí que surgiu o desejo de montar. “Li a peça em espanhol e comecei a pensar numa possível montagem brasileira”, afirma.

 O diretor

Celso conta que, apesar de já ter escrito alguns textos para teatro, nunca chegou a colocá-los em cena. “Num certo sentido, como encenador e intérprete, me sinto impulsionado a oferecer textos desconhecidos de autores inéditos ou consagrados”, diz. Em 30 anos, adaptou clássicos como ‘Médico a pulso’, de Molière, 1999, ‘Desgraças de uma criança’, de Martins Pena, 2007, ‘Sonho de uma noite de verão’, de William Shakespeare, 2016, e ‘Preciosas ridículas’, também de Molière, em 2009. Também montou textos inéditos de sucesso como ‘Quem matou Maria Helena?’ e ‘Jingobel’, de Claudio Simões e ‘O cego e o louco’, de Cláudia Barral. “Me sinto compelido a apresentar ao público autores desconhecidos, textos instigantes que me atraem por sua qualidade poética ou pela temática que eles abordam”, completa.

SERVIÇO

O quê: espetáculo A persistência das últimas coisas

Onde: Teatro Vila Velha

Quando: de 18 (sábado) e 19 (domingo) de novembro e de 23 a 26 de de novembro (quinta a domingo)

Horários: quinta, sexta e sábado às 20h  e domingo  às 19h

Duração: 70 min

Classificação etária: 18 anos

FICHA TÉCNICA

Texto: Juan Ignacio Crespo

Tradução: Celso Jr.

Elenco: Igor Epifânio, Paula Lice e Vinicius Bustani

Consultoria de cenografia: Rodrigo Frota

Figurinos: George Vladimir

Iluminação: João Sanches

Vídeo-projeções e sonoplastia: Celso Jr.

Assistência de produção: Igor Nascimento

Assessoria de comunicação: Daniel Silveira

Produção, cenografia e direção: Celso Jr.