“A capivara selvagem” comemora os 30 anos de carreira do ator baiano Frank Menezes

Genilson Coutinho,
13/09/2013 | 01h09

Frank Menezes celebra 30 anos de carreira com a montagem “A CAPIVARA SELVAGEM ou O que aconteceu naquela noite de estréia?”, uma tragicomédia baseada no cinema noir e de terror psicológico. A peça retoma a parceria com o diretor Luiz Marfuz e também traz aos palcos os atores Marcelo Praddo e João Guisande

Um espetáculo tragicômico, com citações ao mundo do cinema noir e de terror psicológico marcam os 30 anos de carreira e sucesso do ator baiano Frank Menezes. “A CAPIVARA SELVAGEM ou O que aconteceu naquela noite de estreia?”, peça escrita e dirigida por Luiz Marfuz, e que conta com o veterano Marcelo Praddo e o jovem ator João Guisande, estreia no dia 13 de setembro, numa temporada que vai até  24 de novembro, no Teatro Modulo (Pituba). As apresentações acontecem às sextas, 21h e aos sábados e domingos às 20 horas. Os ingressos custam R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia) nas sextas e domingos e R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia) no sábado.

Os 30 anos de carreira de Frank Menezes não é só uma vitória para o próprio ator, mas, sim, para o teatro baiano, pela imensurável contribuição que vem dando ao longo de três décadas, não só ao teatro quanto à TV e ao cinema nacional. A parceria de Frank Menezes e Luiz Marfuz, diretor do seu espetáculo de estreia no teatro, Cabaré das Ilusões (1983), neste momento em que o ator celebra sua carreira não foi à toa, pois existe uma intenção explícita de valorizar a dramaturgia baiana, encenando um texto de um dos mais respeitados autores e diretores baianos.

Foi justamente por conta dessa ideia de valorização que Frank Menezes decidiu não fazer um monólogo, o que pareceria óbvio e conveniente para celebrar os seus 30 anos, mas, sim, inserir e contracenar com atores baianos. Para esta missão, foram escalados o tarimbado Marcelo Praddo (“Hamlet”, “O Sumiço da Santa”, “Os Javalis”) e uma das revelações da nova geração de atores, como João Guisande (“Bonitinha Mas Ordinária” e “Amnésis”).

Com referências e homenagens aos filmes americanos sobre as grandes divas esquecidas do cinema e do teatro, a peça mostra Dora Lee, interpretada por Frank Menezes, uma velha atriz desajustada que decide voltar aos palcos, mas que terá de enfrentar seu pior inimigo: a falta de talento. Sua irmã Mabel (Marcelo Praddo) já foi uma atriz reconhecida, mas não atua desde que sofreu um acidente em cena. Apesar da rivalidade, existe uma relação cômica e perturbada de amor e ódio entre as duas irmãs, que se alternam nos papéis de atriz e espectadora uma da outra, dentro de casa. Mas esta rotina é quebrada com a chegada de um jovem dramaturgo e diretor teatral, Alex (João Guisande), que resolve ajudar Dora Lee a voltar aos palcos, o que alimenta a rivalidade entre as duas irmãs. A partir daí, surpresas, suspense e reviravoltas marcam o tom cômico e misterioso da trama, jogando as personagens em situações imprevisíveis e inimagináveis.

O espetáculo conta ainda com uma equipe de primeira linha, a exemplo de Fernanda Paquelet e Mariana Terra na iluminação, cenário de Rodrigo Frota, figurino de Luíz Santana, direção musical de Luciano Bahia, maquiagem de Marie Thauront,  e a direção de produção de Selma Santos.

Um ator essencialmente baiano

Atuando na TV, no cinema e no teatro Frank Menezes adquiriu uma estética de brasilidade bem peculiar, fruto do imaginário cultural baiano. Frank é um ator baiano que monta textos de autores teatrais também baianos e faz filmes e novelas de reconhecimento nacional, que reúne autores como Jorge Amado, Ariano Suassuna, Dias Gomes, Janete Clair e Nelson Motta.

No teatro, Frank Menezes já foi dirigido por grandes diretores, como Fernando Guerreiro em “A Bofetada”, “O Indignado” e “Vixe Maria! Deus e o Diabo na Bahia”, e Celso Jr. em “Quem Matou Maria Helena”. Na telona, trabalhou com os cineastas Cacá Diegues, quando interpretou Jairo, o motorista da marinete de “Tieta do Agreste”; trabalhou também com Sérgio Machado, fazendo o Curió, no filme “Quincas Berro D’ Água” e com Cecília Amado, quando interpretou o delegado de “Capitães da Areia”. Na TV Globo, Frank trabalhou, na maioria das vezes, com o diretor Mauro Mendonça Filho, interpretando Padre Cecílio na segunda versão de “Gabriela”, fazendo o personagem Cleiton no ramake de “O Astro” e Cachorrão na minssérie “D. Flor e Seus Dois Maridos”, além de trabalhar também com Luiz Fernando Carvalho fazendo o Samuel Wandernes em “A Pedra do Reino”, entre outros.

ESPETÁCULO: A CAPIVARA SELVAGEM ou O que aconteceu naquela noite de estreia?”

LOCAL:  Teatro Módulo (Pituba).

PERÍODO: 13 de setembro a 24 de novembro de 2013.

HORA: Sextas-feiras (21h), sábados e domingos (20h).

VALOR: R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia) nas sextas-feiras e domingos e R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia) no sábado.

PRODUÇÃO: Selma Santos ,